O recesso terminou formalmente no sábado, dia 1º de agosto, mas Câmara e Senado decidiram não realizar sessões deliberativas nesta semana, que coincide com a reta final das convenções partidárias.
Por Redação – de Brasília
O retorno dos parlamentares ao Congresso após o recesso, prevista inicialmente para esta semana, foi adiada para 10 de agosto, o que deixa deputados e senadores com apenas cinco dias previstos para votações antes do início oficial da campanha eleitoral. O calendário reduzido deve dificultar o avanço de propostas que ficaram pendentes no primeiro semestre e sobre as quais o governo pretendia concentrar esforços em agosto, como o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e a política nacional de minerais críticos.

O recesso terminou formalmente no sábado, dia 1º de agosto, mas Câmara e Senado decidiram não realizar sessões deliberativas nesta semana, que coincide com a reta final das convenções partidárias. Os encontros para oficializar candidaturas e alianças terminam na quarta-feira, e mantêm boa parte dos parlamentares mobilizada em seus Estados.
Espaço
A partir daí, o calendário será ditado pelas eleições. Deputados e senadores terão uma primeira semana de esforço concentrado entre 10 e 14 de agosto. A campanha começa oficialmente no dia 16 e uma nova rodada de votações está prevista apenas entre 31 de agosto e 3 de setembro. Fora desses períodos, a expectativa é de esvaziamento das duas Casas até outubro.
O novo desenho reduziu a janela com a qual o Palácio do Planalto trabalhava antes do recesso. A previsão inicial era de pouco mais de duas semanas para tentar avançar com projetos represados antes que deputados e senadores mergulhassem na campanha. Além do tempo menor, porém, o governo terá de disputar espaço com pautas de interesse do Congresso, sobretudo no Senado.