Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Omar Aziz cumpre palavra e entrega relatório da PEC contra 6x1

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue escala de trabalho 6x1 foi aprovada na Câmara em maio.

Quinta, 27 de Agosto de 2026 às 21:08, por: CdB

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue escala de trabalho 6×1 foi aprovada na Câmara em maio.

Por Redação – de Brasília

O senador Omar Aziz (PSD-AM) protocolou nesta quinta-feira, conforme havia prometido, o parecer sobre a proposta de fim da escala 6×1 e manteve o texto aprovado na Câmara. Aziz é o relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e rejeitou todas as emendas apresentadas.

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As propostas serão levadas ao Plenário do Senado

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue escala de trabalho 6×1 foi aprovada na Câmara em maio. Desde então, ficou parada no Senado, em meio ao afastamento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UB-AP). Na semana passada, com a reaproximação entre eles, o trâmite da matéria ganhou ritmo no Congresso.

Agora, o relator levará a matéria à CCJ na semana que vem. Após passar pelo colegiado, o texto deve ser submetido ao Plenário. Para que a PEC não retorne à Câmara, é preciso que a aprovação dos senadores ocorra sem alterações.

 

Emprego

A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com limite de oito horas diárias, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais preferencialmente aos domingos. A proposta também estabelece que a implementação da medida nos contratos ocorrerá sem redução salarial.

A proposta permite que uma lei complementar institua medidas transitórias de mitigação de impactos em favor dos microempreendedores individuais, das micro empresas, e das empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego.

Segundo a PEC, após dois meses da publicação da emenda, a duração do trabalho normal não poderá exceder 42 horas. Após um ano, a jornada cai para 40 horas.

 

Maioria

Diante da possibilidade para a votação ocorrer já na semana que vem, o presidente Lula articula uma margem segura de aprovação no Plenário do Senado para a PEC. O chefe do Executivo atua diretamente nos bastidores para que o texto seja aproado por maioria segura.

Nos bastidores, no entanto, líderes partidários avaliam que Alcolumbre deixará a votação para o mês de outubro, após a realização do primeiro turno do processo eleitoral. Para assegurar a aprovação da matéria no plenário do Senado, são necessários ao menos 49 votos favoráveis.

O governo calcula uma votação expressiva, que deve ultrapassar os 65 votos, contando inclusive com apoios de senadores de centro-direita, como de parlamentares do União Brasil e do Republicanos.

Entendimentos

Na avaliação política do Palácio do Planalto, porém, está de pé a crença no potencial efeito eleitoral da medida para estimular senadores que buscam a reeleição ou que concorrem ao cargo de governador a apoiar a medida.

A tramitação da proposta foi acordada para a próxima quarta-feira em reunião de Lula com os presidentes das duas Casas Legislativas, no Palácio da Alvorada. Na esteira dos entendimentos, o relator da matéria na CCJ, senador Omar Aziz (PSD-AM), compareceu com seu parecer para viabilizar a votação da proposta.

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