Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 2026

Irã só reabrirá Ormuz após acordo com os Estados Unidos

A reabertura acontecerá também quando os norte-americanos deixarem de interferir no processo de negociações regionais.

Sábado, 08 de Agosto de 2026 às 16:52, por: CdB

A reabertura acontecerá também quando os norte-americanos deixarem de interferir no processo de negociações regionais.

Por Redação, com Lusa – de Teerã

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou neste sábado que a reabertura do Estreito de Ormuz dependerá de os Estados Unidos aceitarem plenamente as condições de Teerã.

Uma delas é que país deixe de interferir em negociações regionais

A reabertura acontecerá também quando os norte-americanos deixarem de interferir no processo de negociações regionais, numa referência às conversações entre o Irão e Omã sobre a navegação naquela estratégica passagem marítima.

– A reabertura do Estreito de Ormuz depende de os Estados Unidos aceitarem plenamente as condições do Irã e deixarem de interferir no processo de negociações regionais – declarou o porta-voz da Guarda Revolucionária, general Hosein Mohebi, à agência Tasnim, durante visita à província meridional de Hormozgan, nas proximidades de Ormuz.

O porta-voz militar, que não especificou a que condições se referia, afirmou que a decisão sobre a reabertura da passagem marítima responde exclusivamente aos mecanismos e condições estabelecidos pela República Islâmica e que a questão não está relacionada com as negociações entre Teerã e Mascate.

O alto representante destacou a relevância do estreito para a República Islâmica, indicando que Ormuz não representa apenas uma rota de importância econômica, mas também um elemento de poder geográfico e estratégico para o país.

Segundo as autoridades iranianas, o país chegou, nos últimos dias, a um acordo com Omã sobre as características geográficas de uma nova rota de navegação no estreito e está na fase final de elaboração de uma declaração conjunta sobre esse entendimento.

De acordo com a versão iraniana, a nova rota temporária de navegação atravessará parcialmente águas territoriais iranianas e omanenses e permitirá o trânsito de navios comerciais segundo um novo modelo de gestão, em substituição às rotas provisórias estabelecidas até agora por Teerã e Mascate.

Estreito de Ormuz

O Irã anunciou, em meados de julho, novo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do petróleo bruto mundial, em plena escalada de ataques entre o Irã e os Estados Unidos.

Washington respondeu restabelecendo o bloqueio naval aos portos e navios iranianos, o que paralisou as negociações entre as duas partes no âmbito do memorando de entendimento para a paz assinado em 17 de junho.

O Irã reiterou nos últimos dias que um eventual acordo entre o Irão e Omã não implicará, por si só, a reabertura imediata da via de navegação.

 

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