A partir do momento em que assumiu a liderança da República Islâmica, Khamenei, de 56 anos, nunca apareceu em público, nem mesmo durante o funeral de seu pai, em julho.
Por Redação, com ANSA – de Teerã
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria em condições de saúde críticas, com alto risco de morte, revelaram dois funcionários do presidente Masoud Pezeshkian ao IranWire.

De acordo com os relatos ao portal de notícias iraniano com sede em Londres, desde os ataques dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que feriram Mojtaba e culminaram na morte de seu pai, o ex-líder supremo Ali Khamenei, e de outros parentes, ele não se reuniu com nenhum membro do governo.
“Não nos surpreenderia ouvir em breve a notícia de seu martírio”, disse uma das fontes, com a outra reforçando que o quadro de saúde do atual líder é “extremamente grave”.
A partir do momento em que assumiu a liderança da República Islâmica, Khamenei, de 56 anos, nunca apareceu em público, nem mesmo durante o funeral de seu pai, em julho. Ele também nunca fez qualquer discurso; as poucas declarações que deu foram através de mensagens escritas.
“Lista negra”
O jornal iraniano Hamshahri, ligado às autoridades de Teerã, publicou no mês passado uma chamada “lista negra” com imagens de pessoas apontadas como supostamente responsáveis pela morte do ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Entre os retratados está a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, apresentada com um uniforme laranja geralmente usado por prisioneiros.
Segundo a publicação, a imagem também reúne o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ambos retratados com um alvo sobreposto às suas testas.
A divulgação ocorreu no mesmo dia em que veio a público uma mensagem atribuída a Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo iraniano, prometendo “vingança” contra os responsáveis pela morte de seu pai.
Além de Meloni, Trump e Netanyahu, a lista inclui o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o presidente da França, Emmanuel Macron; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; e outras autoridades americanas e israelenses.
Entre elas estão também o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o comandante do Comando Central dos EUA, general Michael Cooper; o embaixador americano em Israel, Mike Huckabee; o ministro isralense da Defesa, Israel Katz; o ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar; e o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), Eyal Zamir.
Até o momento, não há informações sobre reações oficiais dos governos citados na publicação.
Mojtaba Khamenei afirmou que a vingança pela morte de seu pai “deve, certamente, ser realizada”. A declaração consta em uma mensagem escrita para o funeral e o sepultamento do ex-líder iraniano, divulgada pela mídia estatal do país.
– A vingança é o desejo da nossa nação e deve, certamente, ser realizada – escreveu. “Juramos vingar o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, derramados pelas mãos destes criminosos e assassinos desonrosos.” Em outro trecho do comunicado, reproduzido pela televisão estatal iraniana, o líder afirmou que os responsáveis pela morte de Khamenei “levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila em suas próprias camas”.
Segundo ele, “este objetivo será alcançado”, independentemente da permanência das atuais autoridades no poder.
– Estes criminosos — cujos nomes estão listados do mais baixo ao mais alto escalão — devem saber que isso não depende de mim ou de outras autoridades. Estejamos vivos ou não, este objetivo será alcançado e, em breve, pessoas livres em todo o mundo cumprirão, cada uma, uma parte desta missão divina – afirmou.
A mensagem também incluiu um agradecimento à participação popular nas cerimônias fúnebres. Mojtaba disse expressar “sincero agradecimento pela presença de dezenas de milhões de pessoas extraordinárias” que compareceram aos atos realizados em cidades do Irã e do Iraque, citando Teerã, Qom, Mashhad, Najaf e Karbala.
Tajani presta apoio a Meloni após jornal iraniano incluí-la em ‘lista de alvos’
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, manifestou no último dia 11 solidariedade à primeira-ministra Giorgia Meloni após o jornal iraniano Hamshahri, ligado às autoridades de Teerã, incluí-la em uma lista de pessoas apontadas como supostamente responsáveis pela morte do ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
– Total solidariedade a Giorgia Meloni, que certamente não se deixará intimidar – afirmou Tajani ao comentar sobre a fotografia da premiê italiana entre as personalidades que deveriam “esperar por uma vingança iraniana”.