Indicado ao STF pelo ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), Nunes Marques chega ao comando da Justiça Eleitoral em um momento decisivo.
Por Redação – de Brasília
Ao assumir a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques assumiu a defesa da urna eletrônica como uma de suas principais bandeiras. A decisão contraria totalmente as expectativas de setores bolsonaristas, responsáveis por ataques reiterados ao sistema eletrônico de votação nas últimas eleições.

Indicado ao STF pelo ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), Nunes Marques chega ao comando da Justiça Eleitoral em um momento decisivo. A cerca de cinco meses do primeiro turno das eleições, o novo presidente terá que lidar com questões sensíveis durante o período eleitoral. Seu vice será o também ministro do STF André Mendonça, outro indicado por Bolsonaro, o que fará com que, pela primeira vez, a cúpula do TSE seja formada por dois ministros escolhidos pelo ex-presidente.
Transparência
Nas semanas que antecederam sua posse, Nunes Marques tem sinalizado a colegas magistrados que pretende reforçar a confiança no processo eleitoral por meio de medidas de transparência e diálogo com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Uma das iniciativas que devem ganhar força em sua gestão é o protocolo que permite aos últimos eleitores de cada seção acompanhar a emissão do boletim de urna. A medida busca ampliar os mecanismos de verificação pública e reduzir questionamentos sobre o sistema eletrônico de votação.
O ministro também pretende realizar rodadas de conversas com os TREs, para mapear demandas locais; verificar as condições do parque de urnas e assegurar que os equipamentos estejam em pleno funcionamento.