Rio de Janeiro, 12 de Maio de 2026

Boulos objetiva a rápida aplicação da nova escala de trabalho, no país

Guilherme Boulos afirma que o governo Lula não aceitará transições longas para a nova escala de trabalho, priorizando direitos dos trabalhadores.

Terça, 12 de Maio de 2026 às 20:07, por: CdB

Durante entrevista jornalistas, Boulos confirmou que participará, ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira.

Por Redação – de Brasília

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos disse ser favorável a uma rápida aplicação do fim da escala 6×1 e afirmou, nesta terça-feira, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não aceitará uma transição prolongada para a mudança na jornada de trabalho.

Boulos objetiva a rápida aplicação da nova escala de trabalho, no país | Guilherme Boulos assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República
Guilherme Boulos assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República

Durante entrevista jornalistas, Boulos confirmou que participará, ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, destinada a discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema.

Segundo informações divulgadas nesta manhã, pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o debate sobre o fim da escala que prevê apenas um dia de descanso semanal é uma das prioridades do governo em 2026. A proposta em discussão prevê jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerado e proibição de redução salarial.

 

Critério

O ministro também criticou a possibilidade de uma aplicação lenta da medida.

— Quando é uma medida para beneficiar o trabalhador, vai valer daqui a um ano, daqui a dois, daqui a cinco. Que critério é esse? Então, a gente não aceita uma transição dessa natureza — afirmou.

Boulos ressaltou que o governo admite um período curto de adaptação para os setores econômicos reorganizarem escalas de trabalho, mas rejeita qualquer tentativa de postergar a mudança.

— Outra coisa é você querer empurrar com a barriga, usar essa ideia de transição para jogar para frente. Isso o governo do presidente Lula não aceita e nós vamos lutar para que não seja aprovado dessa forma — concluiu.

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