Carlos Lopes foi indiciado por organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Por Redação, com CartaCapital – de Brasília
O presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, se entregou à Polícia Federal na noite de quarta-feira, em Brasília. Ele era considerado foragido desde novembro de 2025, quando a PF tentou cumprir um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto.

Segundo a PF, Lopes se apresentou na Superintendência Regional da corporação acompanhado de advogados e, após os procedimentos de praxe, foi encaminhado ao sistema prisional. A audiência de custódia está prevista para esta quinta-feira.
Lopes foi indiciado no mês passado. A investigação apura um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. De acordo com a PF, beneficiários sofriam retiradas mensais como se fossem associados a entidades, embora não tivessem se filiado nem autorizado as cobranças. Os investigadores estimam que os descontos indevidos possam chegar a 6,3 bilhões de reais.
A Conafer aparece como uma das principais investigadas. Segundo a PF, a entidade ocupava posição central no esquema, com suspeitas de filiações falsas e cobranças irregulares sobre benefícios previdenciários.
Indiciamento
No relatório final da primeira investigação, a PF indiciou 48 pessoas. Entre elas estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
No caso de Lopes, a PF defendeu que ele responda por organização criminosa, corrupção ativa majorada e lavagem de dinheiro em caráter majorado e reiterado.