Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 2026

Presidente das Ligas Europeias prevê saída de Infantino da Fifa

Claudius Schaefer questiona permanência do suíço na presidência da Fifa e cobra reformas na instituição.

Quarta, 26 de Agosto de 2026 às 14:07, por: CdB

Claudius Schaefer questiona permanência do suíço na presidência da Fifa e cobra reformas na instituição.

Por Redação, com CNN – de Bruxelas

O presidente das Ligas Europeias, Claudius Schaefer, afirmou que Gianni Infantino “não tem futuro” na presidência da Fifa e defendeu uma reforma na estrutura de comando da entidade que administra o futebol mundial.

Presidente da Fifa, Gianni Infantino

Em entrevista ao The Athletic publicada nesta quarta-feira, Schaefer afirmou que a organização, que representa 53 ligas profissionais de futebol masculino e feminino, está profundamente preocupada com a gestão de Infantino.

– Nós questionamos a capacidade dele de continuar como presidente. Aqui na Suíça, tivemos uma visão próxima da Fifa e parece que a influência do presidente cresceu ano após ano. Decisões importantes são tomadas sem uma consulta significativa aos grupos que serão afetados – afirmou.

As declarações acontecem em meio ao conflito entre diferentes organismos do futebol após a Fifa abandonar a proposta de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo para investidores privados.

Infantino sofre pressão de três confederações continentais para deixar o cargo: UEFA, da Europa; AFC, da Ásia; e CONCACAF, que reúne países da América do Norte, Central e do Caribe. As entidades também discutem a possibilidade de apresentar um voto de desconfiança contra o presidente.

“Integridade ”

Schaefer também criticou decisões recentes da Fifa que, segundo ele, colocaram em dúvida a integridade da entidade. Entre elas estão a criação do prêmio da paz da Fifa, entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro, e a retirada de uma suspensão do atacante americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo após uma ligação de Trump.

– A Fifa é uma associação regida pela legislação suíça e, nessa associação, existem regras. O presidente e os membros do conselho precisam cumprir seus deveres com cuidado. É uma questão jurídica – afirmou.

– Se você toma uma decisão como a do prêmio da paz sem sequer informar o conselho, na minha visão, isso é uma violação da lei. E, durante a Copa do Mundo, todos sabemos sobre a questão do cartão vermelho.

Para Schaefer, houve uma interferência política inédita em uma questão esportiva.

– Foi um verdadeiro escândalo. Não consigo me lembrar de uma intervenção política desse tipo relacionada a uma questão esportiva. Atos assim colocam em dúvida a integridade do jogo. É por isso que não há futuro na Fifa para Infantino. Não pode haver – declarou.

Reforma antes de um novo presidente.

Infantino pretende disputar no próximo ano um quarto mandato à frente da Fifa, até 2031, e deve enfrentar forte oposição.

Schaefer, porém, afirmou que a prioridade não deve ser apenas encontrar um substituto para o suíço, mas redefinir o papel do presidente da entidade.

– Para nós, conseguir essas reformas é a tarefa mais importante, e elas só podem acontecer com outro presidente – concluiu.

A Fifa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

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