Infantino tem sido alvo de forte pressão após uma tentativa fracassada de vender participações na Copa do Mundo, com várias federações europeias deixando de apoiá-lo.
Por Redação, com ANSA – de Zurique
A Fifa demitiu na segunda-feira seu diretor de operações, Kevin Lamour, após ele ter criticado o presidente Gianni Infantino.

Em 31 de julho, o executivo francês afirmou em público ter sido “enganado” por Infantino devido a sua conduta em uma proposta que previa a criação de uma estrutura para atrair investimentos privados para competições da Fifa.
– É um projeto de uma só pessoa. Chegou a hora dos líderes políticos do futebol fazerem a si mesmos as perguntas certas e tomarem as decisões corretas – disse Lamour, na época, sem temer a perda do seu cargo.
– Se eu perder meu emprego, que assim seja. Pelo menos dormirei bem esta noite – acrescentou o então diretor.
Os membros do Conselho da Fifa foram informados de que “a decisão foi tomada após cuidadosa análise e com grande respeito por Kevin”.
Infantino
Infantino tem sido alvo de forte pressão após uma tentativa fracassada de vender participações na Copa do Mundo, com várias federações europeias deixando de apoiá-lo, incluindo as da Inglaterra, Irlanda e País de Gales.
Na segunda-feira foi a vez da Associação Escocesa de Futebol, que se tornou a mais recente instituição a virar oficialmente as costas para o cartola ítalo-suíço.
– A Associação Escocesa de Futebol não votará em Gianni Infantino. Isso está alinhado com a posição da Uefa, e mantivemos essa postura o tempo todo – afirmou o diretor da instituição, Ian Maxwell.