Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026

Trump defende Infantino e critica possível troca na Fifa

Trump afirmou que a Fifa "nunca seria tão bem-sucedida ou lucrativa" com outro dirigente no lugar de Infantino.

Terça, 11 de Agosto de 2026 às 13:29, por: CdB

Trump afirmou que a Fifa “nunca seria tão bem-sucedida ou lucrativa” com outro dirigente no lugar de Infantino.

Por Redação, com ANSA – de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa do mandatário da Fifa, Gianni Infantino, e disse que a entidade cometeria um “erro terrível” caso substituísse o cartola ítalo-suíço, que tem sido pressionado a deixar o cargo por conta de seu fracassado plano de vender parte da Copa do Mundo.

Donald Trump e Gianni Infantino após final da Copa do Mundo de 2026

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que a Fifa “nunca seria tão bem-sucedida ou lucrativa” com outro dirigente no lugar de Infantino.

– A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, considerasse substituir o presidente Gianni Infantino. Ele é fantástico, tendo acabado de presidir a Copa do Mundo mais bem-sucedida de todos os tempos – escreveu o republicano.

O cartola ítalo-suíço mantém boas relações com Trump e sempre cortejou o presidente dos EUA, a quem concedeu um “prêmio da paz da Fifa” em dezembro de 2025. Durante a Copa do Mundo, a entidade também cedeu a pressões da Casa Branca para permitir que um atacante da seleção americana, Folarin Balogun, jogasse contra a Bélgica nas oitavas de final mesmo estando suspenso.

Após o Mundial, Infantino provocou revolta no mundo do futebol ao apresentar um plano para criar uma empresa com investidores privados para administrar as competições organizadas pela Fifa.

Projeto

O projeto foi criticado pelas confederações europeia (Uefa), asiática (AFC) e da América do Norte e Central (Concacaf), e o cartola foi forçado a retirar a proposta, que tinha a participação de Joshua Kushner, fundador da gestora de recursos Thrive Capital e irmão de Jared Kushner, genro de Trump.

Apesar da desistência, a pressão sobre Infantino não diminuiu, e Uefa, AFC e Concacaf publicaram nesta semana uma carta conjunta na qual dizem ter perdido a confiança no ítalo-suíço, que comanda a Fifa desde 2016 e planeja tentar a reeleição em março de 2027. 

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