Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2026

Casa Branca barra jornalistas apesar de decisão judicial

Segundo a própria CNN, repórteres do Politico, da MSNBC e da emissora foram barrados nesta manhã ao tentarem acessar as dependências da Casa Branca.

Quinta, 24 de Setembro de 2026 às 10:57, por: CdB

Segundo a própria CNN, repórteres do Politico, da MSNBC e da emissora foram barrados nesta manhã ao tentarem acessar as dependências da Casa Branca.

Por Redação, com ANSA – de Washington

O governo do presidente Donald Trump voltou a impedir o acesso de jornalistas de veículos de comunicação à Casa Branca nesta quinta-feira, apesar de uma decisão judicial que havia anulado a proibição imposta nos últimos dias contra o Político, a MSNBC e a CNN.

Juiz federal reverteu proibição de Trump imposta aos veículos

Segundo a própria CNN, repórteres do Politico, da MSNBC e da emissora foram barrados nesta manhã ao tentarem acessar as dependências da Casa Branca.

Os três veículos haviam sido banidos por Trump na semana passada. Na ocasião, afirmou que estava expulsando os veículos “como resultado de suas constantes ‘reportagens’ de notícias falsas”. Ele também disse que “outros veículos de mídia de notícias falsas virão em seguida”.

Na segunda-feira, porém, CNN, MSNBC e Politico ingressaram conjuntamente na Justiça para tentar preservar o acesso de seus jornalistas às dependências da Casa Branca, em resposta à decisão do governo.

Os veículos argumentaram que a medida viola direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de imprensa.

Em meio à disputa, o grupo de emissoras que se revezam na cobertura de Trump — CNN, NBC, ABC, CBS e Fox — também decidiu deixar de acompanhar eventos do presidente após as restrições impostas aos veículos.

Casa Branca

Hoje, no entanto, um juiz federal ordenou que o governo norte-americano restabeleça temporariamente o acesso à Casa Branca para os jornalistas da CNN, da MSNBC e do Politico.

De acordo com o magistrado Timothy Kelly, a medida determinada pelo governo contra os veículos foi adotada sem o “devido processo legal constitucionalmente adequado”.

Para ele, “a ‘regra geral’ é que ‘os indivíduos devem receber uma notificação e uma oportunidade de serem ouvidos antes que o governo os prive’ de um interesse protegido constitucionalmente”.

O juiz federal também avaliou que os argumentos apresentados pelo governo “oferecem pouco respaldo à alegada necessidade de segurança nacional”.

– O processo não apresenta suporte factual para a alegação dos réus de que a revogação das credenciais permanentes dos autores efetivamente protegerá a segurança nacional ou de que ela será colocada em risco caso o tribunal determine o restabelecimento das credenciais enquanto o litígio estiver em andamento – concluiu ele, suspendendo a proibição por 14 dias.   

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