Al-Misehal foi uma das principais figuras responsáveis pela candidatura que garantiu à Arábia Saudita o direito de sediar a Copa do Mundo de 2034.
Por Redação, com ANSA – de Riade
A eliminação da Arábia Saudita ainda na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 provocou uma mudança no comando do futebol do país. Yasser Al-Misehal anunciou nesta segunda-feira sua renúncia ao cargo de presidente da Federação Saudita de Futebol, encerrando um mandato de sete anos.

Al-Misehal foi uma das principais figuras responsáveis pela candidatura que garantiu à Arábia Saudita o direito de sediar a Copa do Mundo de 2034.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o dirigente assumiu a responsabilidade pela campanha abaixo das expectativas.
– O fato de a seleção não ter avançado na Copa do Mundo fica muito aquém das nossas ambições, e assumo total responsabilidade por isso. Peço desculpas a todos que esperavam ver nossa equipe em uma posição melhor – declarou.
Grupo H
A seleção saudita terminou na última colocação do Grupo H, com dois pontos. A Espanha liderou a chave, com sete pontos, seguida por Cabo Verde, com três. O Uruguai também somou dois pontos, mas avançou graças ao melhor saldo de gols.
A campanha da Arábia Saudita foi marcada por um empate em 1 a 1 com o Uruguai, uma derrota por 4 a 0 para a Espanha e um empate sem gols diante de Cabo Verde, resultado que eliminou as chances de classificação às oitavas de final.
A saída de Al-Misehal faz parte de uma série de mudanças provocadas pelas eliminações na fase de grupos do Mundial. Com 16 seleções fora da competição, dirigentes e treinadores passaram a enfrentar forte pressão pelos resultados.
Na Coreia do Sul, o técnico Hong Myung-bo deixou o cargo após críticas públicas do presidente do país, Lee Jae-myung. Em sua despedida, o treinador afirmou assumir integralmente a responsabilidade pelo desempenho da equipe.
Na Escócia, Steve Clarke também renunciou ao comando da seleção após a eliminação, e a expectativa é de que seja substituído por David Moyes.
Já os futuros dos técnicos do Uruguai e da Turquia seguem indefinidos. O treinador turco, Vincenzo Montella, afirmou que pretende permanecer no cargo e dar continuidade ao projeto da seleção.
A renúncia de Al-Misehal ganha ainda mais repercussão pelo contexto dos investimentos realizados pela Arábia Saudita no futebol. Nos últimos três anos, o país destinou cerca de US$ 2 bilhões ao esporte, atraindo estrelas internacionais como Cristiano Ronaldo, Neymar e Karim Benzema para a Saudi Pro League, como parte da estratégia de fortalecer o futebol nacional antes da Copa do Mundo de 2034.