Rio de Janeiro, 03 de Agosto de 2026

Presidente da Fifa recorre a Trump para manter cargo

Gianni Infantino está sob pressão depois de um projeto de abertura da instituição a investimentos privados.

Segunda, 03 de Agosto de 2026 às 13:09, por: CdB

Gianni Infantino está sob pressão depois de um projeto de abertura da instituição a investimentos privados.

Por Redação, com CartaCapital – de Zurique

Uma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal norte-americano New York Post afirma que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, busca o apoio do governo de Donald Trump para tentar sobreviver no cargo em meio à maior crise que enfrentou desde que assumiu a cadeira, em fevereiro de 2016.

Trump e Infantino se mostraram grandes aliados durante a Copa do Mundo; na foto, eles participam da celebração da seleção da Espanha após a conquista do título

Na última semana, Infantino lançou um projeto para abertura da entidade a investimentos privados. A iniciativa recebeu forte oposição em diversas partes do mundo e levou a Uefa, que comanda o futebol na Europa, a anunciar um rompimento com a Fifa e o boicote a competições internacionais, incluindo a Copa do Mundo. Com a pressão, Infantino recuou e retirou o projeto. Entretanto, ele segue sob processo de fritura.

A matéria do NY Post afirma que o dirigente, de nacionalidade suíça e italiana, acionou a Casa Branca e tenta um encontro com o secretário de Estado, Marco Rubio, ainda nesta segunda-feira, em busca de apoio para garantir a permanência na cadeira.

O jornal, que cita fontes anônimas, afirmou que Infantino e Rubio conversariam ainda nesta manhã. O veículo procurou confirmações oficiais com a Fifa e a Casa Branca, mas não obteve respostas.

“Ele diz que quer conversar com o secretário [Rubio] sobre como o futebol pode ser uma ferramenta de soft power para os Estados Unidos. Mas sabemos que é sobre proteger o cargo. Não é nada além disso”, disse uma das fontes ouvidas pelo NY Post.

A proximidade entre Trump e Infantino ficou clara nos preparativos e, principalmente, durante a realização da Copa do Mundo de 2026. Ainda em dezembro de 2025, o presidente dos Estados Unidos recebeu um inédito “prêmio da paz da Fifa”, criado sob medida para ele.

Em um dos casos mais emblemáticos enquanto a bola rolava, Trump confirmou ter conversado com o chefe da Fifa para pressionar em busca da anulação de um cartão vermelho aplicada ao atacante Folarin Balogun, um dos destaques da seleção norte-americana. A anulação aconteceu e Balogun jogou.

Pressão alta

No último sábado, dia seguinte ao recuo do Fifa, a Uefa publicou um comunicado com críticas diretas a Infantino, afirmou que o projeto anunciado havia sido criado com em um “esquema secreto” e que perdeu a confiança no presidente da entidade máxima do futebol.

Os dirigentes europeus foram os mais incisivos na resposta aos planos do dirigente. Entretanto, as confederações da Ásia e das Américas do Norte e Central (a Concacaf) também expressaram descontentamento com a medida.

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