Na manhã desta segunda-feira, 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao vereador, incluindo seu gabinete na Câmara.
Por Redação, com JBr – de Brasília
O presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), é alvo de uma investigação do Ministério Público do Paraná sob suspeita da prática de venda de cargos públicos na estrutura do Poder Executivo municipal e de “rachadinha”. Ele exerce o sexto mandato na Casa.

Na manhã desta segunda-feira, 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao vereador, incluindo seu gabinete na Câmara. A ação foi feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MP, e batizada de Operação Prática Corrente.
Aliado do prefeito da capital paranaense, Eduardo Pimentel (PSD), Kuzma se manifestou por meio de nota, na qual alega que ainda busca informações sobre a investigação. Também disse que vai colaborar com as autoridades de forma transparente e sugeriu, sem dar detalhes, que o caso estaria atrelado às eleições.
– Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de má-fé criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio das redes sociais e da imprensa – disse ele em nota.
– Tenho orgulho da minha trajetória, da minha fé, dos meus valores cristãos e de sempre ter pautado minha vida pública e pessoal pela honestidade, pela retidão e pelo trabalho – afirmou o vereador.
– Nenhuma tentativa de ataque, venha de onde vier, vai me desviar da minha responsabilidade com Curitiba – continuou.
Operação
Segundo o Gaeco, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos. Também foi apreendida uma quantia em dinheiro em espécie, cujo valor ainda não foi divulgado.
A Câmara de Curitiba também se manifestou através de uma nota, na qual informa que “autorizou o acesso às dependências do Legislativo e permanece à disposição para colaborar com as investigações”.
“Até o momento, a Câmara Municipal de Curitiba não foi formalmente comunicada sobre os fatos que motivaram a medida. Assim que houver informações oficiais, a instituição prestará os devidos esclarecimentos à população e à imprensa, com transparência e responsabilidade”, diz o Legislativo.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura de Curitiba nesta manhã e aguarda uma resposta.