Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Lewandowski considera ‘missão cumprida’ e anuncia saída do ministério

Ricardo Lewandowski considera sua missão cumprida no Ministério da Justiça e planeja deixar o cargo em 2024, dependendo de Lula.

Sábado, 27 de Dezembro de 2025 às 16:03, por: CdB

Relatos de fontes próximas ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o assunto já foi motivo de conversa entre ele e Lula, sem nenhuma definição por enquanto.

Por Redação – de Brasília

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski disse a interlocutores, neste sábado, que sua missão à frente da pasta foi cumprida e planeja deixar o cargo no ano que vem. Segundo o ministro, no entanto, a concretização de seus planos depende do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Se houver um pedido por parte do presidente, o ministro cogita permanecer à frente da autarquia.

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Relatos de fontes próximas ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o assunto já foi motivo de conversa entre ele e Lula, sem nenhuma definição por enquanto. Segundo apurou o diário conservador carioca ‘O Globo’, negociações nos bastidores levam em conta o balanço positivo da gestão e a expectativa sobre os próximos passos do ministro de 77 anos. Lewandowski tem dito a interlocutores que não tem planos para uma nova função pública.

O ministro assumiu o comando do Ministério da Justiça em 2024, poucos meses depois de se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). O renomado jurista fora indicado por Lula para a Corte em 2006 e permaneceu como ministro por 17 anos, até se aposentar em 2023. Antes dele, o ministério era chefiado por Flávio Dino, que deixou a pasta para ocupar a vaga aberta no STF com a aposentadoria de Rosa Weber.

Passagem

Com histórico de confiança mútua, Lewandowski se consolidou ao longo do período no governo como um dos principais interlocutores de Lula em temas do Judiciário e da relação institucional com tribunais e órgãos de controle. Nos bastidores, a avaliação do ministro é de que a passagem pela pasta foi marcada por uma agenda concentrada em reorganização institucional, normatização de políticas e respostas a crises.

Após afirmar que “cumpriu sua missão”, Lewandowski tem se apoiado no argumento de que entregou o núcleo das ações que pretendeu comandar — tanto no campo legislativo quanto na estrutura administrativa e operacional do sistema de segurança e justiça.

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