De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, o movimento trata-se de um “oportunismo eleitoral”.
Por Redação – de Brasília
Não bastasse a edição manipulada do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na Avenida Marquês de Sapucaí, no Domingo de Carnaval, o núcleo político do Palácio do Planalto identificou o uma nova ofensiva articulada nas redes sociais para ampliar o desgaste do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A maior parte das mensagens relaciona-se à presença do líder petista na Passarela do Samba.

Na avaliação de interlocutores da jornalista Daniela Lima, em sua coluna no site de notícias UOL desta quinta-feira, as publicações com ataques ao governo estariam sendo impulsionadas mediante pagamento, com o objetivo de gerar desgaste político.
De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, o movimento trata-se de um “oportunismo eleitoral” e afirma que há indícios de financiamento significativo por trás da disseminação de conteúdos negativos à imagem do presidente.
Investimento
Em declaração colunista, o ministro afirmou que “a Presidência não fez pesquisa sobre o desfile, o governo não interfere no trabalho de criação dos enredos de nenhuma escola de samba”.
— Há, sim, intenção de produzir ruídos por oportunismo eleitoral. Digo com segurança que há um investimento milionário em impulsionamento de conteúdo nas redes para inflar uma polêmica que é falsa — afirmou Palmeira.
O argumento embasa a possível ação do Planalto junto à Justiça Eleitoral para que seja apurada a suspeita de que adversários políticos estariam pagando para ampliar o alcance de publicações com ataques ao presidente.