A proposta no Senado amplia a pressão sobre o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que avalia proposta de CPI Mista com o número necessário de assinaturas exigido por Lei.
Por Redação – de Brasília
O número de assinaturas necessárias para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no Senado, dedicada a apurar crimes e fraudes cometidos pelos operadores do liquidado Banco Master, é o suficiente para sua instalação. A proposta foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e conta com 42 assinaturas, 25 a mais do que o mínimo necessário.

A proposta no Senado amplia a pressão sobre o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que avalia proposta de CPI Mista com o número necessário de assinaturas exigido por Lei. A diferença entre as duas propostas é que abertura da CPMI depende da leitura do requerimento numa sessão do Congresso, que reúne deputados e senadores, sob a presidência de Alcolumbre.
Leitura
A proposta de Girão pode ser lida pelo presidente da Casa, já na primeira sessão deliberativa do ano, prevista para o próximo dia 1º de fevereiro. Uma vez atingido o número necessário de assinaturas, cabe ao presidente do Senado ou da Câmara ler o requerimento de instalação da Comissão e designar um presidente para coordenar o colegiado.
As denúncias crescentes relacionadas ao Banco Master e as decisões controversas tomadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso têm feito com que Alcolumbre seja cada vez mais cobrado pelos seus pares para instalar uma CPI ou uma CPMI. O presidente do Senado tem preferido o silêncio como estratégia no período em que o Congresso está em recesso.
Além da proposta de CPI no Senado, uma CPMI é pleiteada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que já reuniu mais de 197 assinaturas – 26 a mais do que o mínimo necessário à instalação do colegiado, no Congresso.