Rio de Janeiro, 06 de Julho de 2026

Líder do Governo acredita que escala 6x1, na campanha, é trunfo de Lula

Segundo pesquisa do Instituto DataFolha de maio, 71% dizem ser favoráveis à redução da jornada. A direita bolsonarista tem destacado a campanha ao Senado...

Segunda, 06 de Julho de 2026 às 20:38, por: CdB

Segundo pesquisa do Instituto DataFolha de maio, 71% dizem ser favoráveis à redução da jornada. A direita bolsonarista tem destacado a campanha ao Senado pelo fato de a Casa decidir o impeachment de ministros do Supremo.

Por Redação – de São Paulo

Líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) disse, nesta segunda-feira, que a direita dará “um tiro no pé” ao apostar no impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como principal mote da campanha para o Senado neste ano; além do fim da escala 6×1. A questão trabalhista será um trunfo eleitoral para os candidatos da esquerda, mesmo se aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja adiada para depois das eleições, segundo a senadora.

Fim da escala de 6x1
Mais trabalhadores têm se manifestado contra a escala de 6×1

— A direita vai dar um tiro no pé ao dizer que quer se eleger para fazer impeachment de ministros. O que é que o povão sabe disso? O povão sabe da PEC, 80% sabem da PEC, sabem o que é que ela vai mudar na sua vida. Cinegrafista, diarista, maquiador, esse povo de serviços, tá todo mundo me perguntando quando é que essa PEC vai ser votada. Ela pegou no imaginário — disse Teresa Leitão, em entrevista ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo.

Segundo pesquisa do Instituto DataFolha de maio, 71% dizem ser favoráveis à redução da jornada. A direita bolsonarista tem destacado a campanha ao Senado pelo fato de a Casa decidir o impeachment de ministros do Supremo, tribunal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.

 

Mérito

Teresa Leitão afirmou, ainda, que tem “resistido muito a fazer esse apelo eleitoral” e que deseja separar o debate em torno da redução da jornada da disputa eleitoral, mas reconhece que o tema é sensível e será abordado na campanha independentemente do resultado.

— Ela serve aprovada ou não, serve de mérito para quem aprovou. Quem não aprovou vai ser listado por quem quer aprovar — acrescentou Teresa Leitão.

Na base aliada ao governo, a avaliação é a mesma que a da senadora. Interlocutores do presidente Lula dizem acreditar que se o Senado segurar a PEC do fim da 6×1, o PT poderá reeditar a campanha ‘Congresso inimigo do povo’. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), tem dito a aliados que não pautará o fim da escala 6×1 até conversar com Lula. Eles estão afastados desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF.

 

Indireta

A nova líder do governo disse, ainda, que não há previsão para o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Alcolumbre. A líder ressalta que a relação institucional nunca foi rompida e que o presidente do Senado tem linha direta com qualquer ministro do governo. Já um encontro pessoal ainda está sendo avaliado.

— Se isso for necessário, acho que a gente precisa construir, mas eu ainda estou avaliando como é que vou atuar nessa linha — indicou.

Alcolumbre não antecipou qual o teor da conversa que deseja ter com Lula, segundo a petista, que assumiu a função no lugar de Jaques Wagner (PT-BA), após o senador ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) por suspeitas de receber favores dos então donos do Banco Master, como ingressos para shows, caronas em jatinhos e um apartamento de R$ 2,5 milhões, para atuar nas pautas de interesse do banco.

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