No próximo 24 de fevereiro, o conflito no leste europeu completará quatro anos da invasão em larga escala de tropas russas em território ucraniano.
Por Redação, com ANSA – de Kiev
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira que a Rússia interrompeu a troca de prisioneiros de guerra entre as partes por “não lhe trazer vantagem”.

– Os russos bloquearam o processo. Eles não estão muito interessados na troca de pessoas porque acreditam que isso não lhes traz nenhum benefício – disse o líder ucraniano, citado pela imprensa internacional.
Para Zelensky, Moscou “acha que isso [a troca] nos dá alguma vantagem”.
– Acredito que eles também deveriam pensar em seu próprio povo, em suas forças armadas – destacou o chefe de Estado de Kiev, que nos últimos tempos, garantiu o retorno de milhares de civis e militares ucranianos que foram mantidos prisioneiros pelo país vizinho, entregando o mesmo número de russos.
No próximo 24 de fevereiro, o conflito no leste europeu completará quatro anos da invasão em larga escala de tropas russas em território ucraniano, sem que haja ainda qualquer avanço concreto no acordo de encerramento de guerra.
Papa
Em meio às negociações em Abu Dhabi que buscam encerrar a guerra na Ucrânia, o papa Leão XIV pediu no último domingo que os envolvidos intensifiquem os esforços para pôr fim às hostilidades no leste europeu.
O pontífice americano recordou que o território ucraniano foi amplamente atingido por ataques contínuos de drones nos últimos dias. Além disso, Robert Francis Prevost lamentou que as ofensivas tenham deixado a população local exposta ao frio extremo em Kiev.
– A continuação das hostilidades, com consequências cada vez mais graves para os civis, aprofunda a divisão entre os povos e afasta uma paz justa e duradoura. Convido todos a intensificarem ainda mais seus esforços para pôr fim a esta guerra. Acompanho com tristeza o que está acontecendo e estou próximo, rezando por aqueles que sofrem – disse o religioso durante a oração do Angelus.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que a Rússia está concentrando seus ataques no setor energético, em infraestruturas críticas e em edifícios residenciais. O líder ucraniano acrescentou que Moscou utilizou mais de 1,7 mil drones em suas recentes ofensivas.
– Qualquer ataque massivo da Rússia pode ser devastador. É por isso que mísseis são necessários diariamente para os sistemas de defesa aérea, e continuamos a trabalhar com os Estados Unidos e a Europa para garantir maior proteção do espaço aéreo – declarou Zelensky.
Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o governo russo está preocupado com a elevada quantidade de conflitos armados espalhados pelo mundo e fez críticas diretas à União Europeia. Ele declarou que “jamais discutirá” com a ministra das Relações Exteriores do bloco, Kaja Kallas, e avaliou que a liderança da UE é composta por “funcionários incompetentes, incapazes de olhar para o futuro”.
– Infelizmente, isso representa uma degradação dos políticos atualmente no poder. Todo o sistema de relações internacionais está sofrendo. Sim, eles são incompetentes – concluiu.