As medidas levam em conta que o Brasil importa 25% do diesel. Devido à guerra no Oriente Médio, houve aumento na cotação internacional do barril de petróleo, o que impacta os preços na bomba de combustíveis.
Por Redação, com Reuters – de Brasília
Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin adiantou, neste sábado, que a prioridade do governo, no momento, será garantir abastecimento e “segurar o preço” do diesel. O ministro reafirmou as ações anunciadas, nesta semana, de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e da promover a subvenção de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, a expectativa é reduzir ao menos R$ 0,64 por litro, nos postos de combustíveis.

As medidas levam em conta que o Brasil importa 25% do diesel. Devido à guerra no Oriente Médio, houve aumento na cotação internacional do barril de petróleo, o que impacta os preços na bomba de combustíveis.
Alckmin comentou, ainda, que a alta do diesel pode encarecer alimentos e transportes; além de elevar a inflação. O executivo visitou uma concessionária da Scania em Santa Maria (DF) em função do andamento do programa Move Brasil (a política pública de estímulo à renovação da frota de caminhões).
Imposto
Segundo o ministro, a ação do governo foi “inteligente”. Ele também criticou medida do governo anterior que, em 2022, limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis e ainda vetou compensação aos Estados.
— Os Estados foram para a justiça porque perderam receita. Acabou tudo judicializado, virando aí um precatório gigantesco — afirmou.
O vice-presidente explicou que, embora o Brasil seja exportador de petróleo, é importador de diesel porque ainda não tem refino o suficiente para o mercado local.