Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

TSE registra ‘Exército de Lula’ e canal permanece no ar

A formalização ocorre após o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, censurar novamente a página e condicionar seu funcionamento ao registro.

Terça, 13 de Outubro de 2026 às 14:46, por: CdB

A formalização ocorre após o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, censurar novamente a página e condicionar seu funcionamento ao registro.

Por Redação, com CartaCapital – de Brasília

A campanha do presidente Lula (PT) registrou nesta terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado e administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).

Lula e André Janones

A formalização ocorre após o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, censurar novamente a página e condicionar seu funcionamento ao registro.

Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial, acionou o TSE contra o canal. No último domingo, Nunes Marques já havia censurado o “Exército”, mas o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reabilitou o funcionamento logo depois.

Já nesta terça, Kassio decidiu que a retomada do funcionamento dependeria da comunicação do endereço à Justiça Eleitoral. Nunes Marques ainda apontou que o presidente poderia ser responsabilizado por eventual utilização irregular do canal.

Com a formalização nesta terça, a campanha de Lula assume a responsabilidade pelo “Exército”. Em nota divulgada após a nova decisão de Kassio, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou a página como uma forma legítima de expressão e mobilização da militância, que se inscreve voluntariamente. A proibição, acrescentou, “impede a liberdade de expressão e o direito de organização e participação democrática”.

Entenda 

Nos últimos dias, o canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares (decisões provisórias). O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado, a suspensão total do canal, mas teve sua decisão derrubada horas depois pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar. 

O corregedor destacou que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em um processo administrativo, como fez, sendo que o caso já era analisado em um processo judicial regular e relatado pelo próprio Cueva. 

Ao reexaminar o caso, nesta terça, o presidente do TSE afirmou que a não comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral é suficiente para suspender o canal novamente. 

Com 4,2 milhões de inscritos, o canal é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), que acusa a Justiça Eleitoral de censura e favorecimento à campanha do senador Flávio Bolsona

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