O deputado, criador do canal, tem divulgado missões para os integrantes para aumentar o engajamento do presidente Lula e de seus apoiadores nas redes sociais após o primeiro turno das eleições.
Da Redação – de Brasília
O canal ‘Exército do Lula’, no WhatsApp, atingiu o número de 7 milhões de inscritos, nesta quarta-feira, após o deputado André Janones (Rede-MG) afirmar que, se o canal chegasse a esse número antes de 12h, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria garantida. Em mensagem posterior, Janones distribuiu a missão para que cada um dos ‘soldados’ leve um eleitor que não havia votado no primeiro turno, para garantir o voto para Lula.

— Vamos cumprir essa missão e garantir a vitória de Lula, por uma larga margem de votos — determinou.
O deputado, criador do canal, tem divulgado missões para os integrantes para aumentar o engajamento do presidente Lula e de seus apoiadores nas redes sociais após o primeiro turno das eleições.
Simpatizantes
A marca, alcançada nas últimas 24 horas, consolida o canal como um importante espaço de articulação e circulação de conteúdos políticos no ambiente digital, aproximando apoiadores e fortalecendo a participação de militantes e simpatizantes na campanha de Lula.
Devido ao seu alcance logo nas primeiras horas em que foi lançado, após o primeiro turno, o canal foi alvo de ação que pedia sua derrubada por Flávio Bolsonaro (PL) e apoiadores. O pedido foi aceito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que derrubou o canal duas vezes.
A primeira ocorreu no dia 11 de outubro, por ordem do ministro Kássio Nunes Marques, que também determinou uma análise feita pela área técnica do TSE para verificar se não havia ‘fake news’ no canal. Após levantamento, não encontraram qualquer desinformação.
No TSE
Diante do impulso, nas últimas 24 horas, os ministros Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e André Mendonça circularam uma minuta de resolução para bloquear todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição.
A proposta, de autoria de Mendonça, atingiria em cheio o ‘Exército do Lula’. Diante da pressão pública e de acordo com a opinião de uma série de juristas, Nunes Marques recusou-se a levar a diante a movimentação, interpretada como uma clara censura, durante as eleições.