Rio de Janeiro, 04 de Junho de 2026

TSE mantém a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro

O TSE manteve a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro e a condenação do ex-deputado Rodrigo Bacellar por irregularidades em contratações na campanha de 2022.

Quinta, 04 de Junho de 2026 às 10:29, por: CdB

O TSE também manteve a condenação do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, em um caso que envolve irregularidades apontadas pelo Ministério Público Eleitoral.

Por Redação – de Brasília

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por 5 votos a 2, a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro à inelegibilidade até 2030. A decisão foi tomada na noite anterior, ao rejeitar recurso apresentado pela defesa contra a condenação imposta pela própria Corte eleitoral.

TSE mantém a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro | Ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro
Ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro

O TSE também manteve a condenação do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, em um caso que envolve irregularidades apontadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) em contratações realizadas durante a campanha eleitoral de 2022.

A decisão, no entanto, não encerra a disputa política e jurídica sobre o comando interino do governo do Rio de Janeiro. Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) definir se a eleição para o chamado mandato-tampão será direta, com voto popular, ou indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Condenação

Claudio Castro havia sido condenado pelo TSE em 23 de março. Na ocasião, a Corte acolheu pedido do Ministério Público Eleitoral e entendeu que houve irregularidades em contratações feitas por meio da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Segundo a acusação, as irregularidades ocorreram no contexto da campanha eleitoral de 2022. O MPE sustentou que Castro obteve vantagem eleitoral por meio da contratação de servidores temporários sem amparo legal e da descentralização de projetos sociais para o envio de recursos a entidades desvinculadas da administração pública estadual.

Ex-governador, Castro não se pronunciou.

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