Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2026

Deepfake pode ser punida mesmo sem induzir eleitor ao erro, diz TSE

O TSE mantém multa de R$ 15 mil a Evandro Leitão por uso de deepfake em campanha. Vídeo com celebridades gerou polêmica nas eleições de Fortaleza 2024.

Quinta, 21 de Maio de 2026 às 13:24, por: CdB

O caso envolve um vídeo com personalidades como Taylor Swift na campanha de Evandro Leitão à prefeitura de Fortaleza em 2024.

Por Redação, com CartaCapital – de Brasília

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, por unanimidade, rejeitar um recurso do prefeito de Fortaleza (CE), Evandro Leitão (PT), e manter uma multa de R$ 15 mil por uso de deepfake na campanha eleitoral de 2024.

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Justiça eleitoral deve agir contra deepfakes, afirma TSE

A condenação resultou da publicação de um vídeo nas redes sociais com a imagem de figuras como Barack Obama, Taylor Swift, Tom Cruise e Cristiano Ronaldo.

Os personagens apareciam com declarações produzidas por inteligência artificial a fim de simular apoio à candidatura petista, com a pronúncia da expressão closed with Leitão.

O TSE entendeu que a adulteração de conteúdo digital com finalidade eleitoral é suficiente para caracterizar a irregularidade, independentemente de se comprovar potencial para induzir o eleitor a erro.

A condenação se baseia em uma resolução do TSE a proibir o uso de conteúdo sintético em áudio ou vídeo, gerado ou manipulado digitalmente, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.

A Corte publicou o acórdão em 8 de maio.

IA

O Superior Tribunal de Justiça informou que investigará tentativas de fraude processual por meio da chamada prompt injection — ou injeção de comando. Trata-se de uma artimanha para inserir comandos ocultos em documentos, com o objetivo de enganar modelos de inteligência artificial.

A Corte sustenta que seu sistema de IA generativa, o STJ Logos, já é capaz de impedir essas tentativas. Segundo o presidente Herman Benjamin, porém, o tribunal começará a certificar os casos nos autos, a fim de permitir a aplicação de sanções processuais aos envolvidos.

A presidência do STJ também decidiu pela abertura de um inquérito policial e de um procedimento administrativo sobre o tema, com depoimentos de advogados, para responsabilização criminal e correcional.

A prompt injection busca enganar os modelos de IA a partir da inserção de comandos em documentos comuns, como petições ou recursos.

Como a IA processa os textos para entender seu contexto e responder a comandos (prompts), um usuário pode utilizar instruções maliciosas para forçar o sistema a ignorar regras de análise e favorecer uma das partes, por exemplo.

 

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