Segundo a magistrada, o próximo presidente da Corte, o ministro Nunes Marques, teria cerca de 100 dias para organizar o processo eleitoral caso a saída ocorresse apenas no último dia do mandato.
10h27 – de Brasília
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Cármen Lúcia comunicou, nesta quinta-feira, que antecipará sua saída da Corte eleitoral. O mandato de Cármen Lúcia na presidência do TSE se encerraria em 3 de julho, mas a ministra decidiu deixar o cargo antes para ampliar o período de preparação para as eleições de outubro.

Segundo a magistrada, o próximo presidente da Corte, o ministro Nunes Marques, teria cerca de 100 dias para organizar o processo eleitoral caso a saída ocorresse apenas no último dia do mandato.
— Decidi que, ao invés de deixar para o último dia de mandato, em 3 de julho, a sucessão da presidência deste Tribunal Superior Eleitoral se inicie antes, com os procedimentos para eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição, para garantir equilíbrio e tranquilidade na passagem das funções — adiantou.
Bolsonaro
Assim, Cármen Lúcia marcou para o dia 14 de abril a eleição da nova presidência da Corte. A posse do novo presidente e do vice, o ministro André Mendonça, está prevista para maio. A ministra destacou que a saída antecipada também permitirá que ela se dedique integralmente às funções no Supremo Tribunal Federal (STF).
Sucessor de Cármen Lúcia, o ministro Nunes Marques será o responsável por chefiar a Corte Eleitoral durante as eleições de 2026. Será a primeira vez que um magistrado de Corte Superior indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comandará o tribunal eleitoral.
O presidente do TSE atua como o principal organizador do processo eleitoral, que vai desde a pré-campanha, registro das candidaturas, até a divulgação das pessoas eleitas.