Rio de Janeiro, 28 de Abril de 2026

Petro diz que ataques na Colômbia visam sabotar eleições

Gustavo Petro afirma que ataques violentos na Colômbia têm como objetivo sabotar as eleições presidenciais de 31 de maio, intensificando as tensões políticas.

Terça, 28 de Abril de 2026 às 13:23, por: CdB

O país teve ao menos 26 ocorrências violentas no último fim de semana, entre elas dois atentados com carros-bomba em alvos militares.

Por Redação, com CNN – de Bogotá

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou na segunda-feira que os recentes ataques no sudoeste do país podem ter como objetivo sabotar as eleições presidenciais de 31 de maio.

Petro diz que ataques na Colômbia visam sabotar eleições | Presidente da Colômbia sugere objetivo eleitoral por trás de ataques
Presidente da Colômbia sugere objetivo eleitoral por trás de ataques

As declarações vieram após a violência ocorrida no fim de semana no departamento de Cauca, que Petro associou a redes de narcotráfico, intensificando as tensões políticas e de segurança às vésperas da votação.

– Não me surpreende que grupos em Cauca estejam tentando sabotar as eleições. O que a Junta do Narcotráfico quer? Que a ultradireita governe a Colômbia como no Equador – afirmou o líder colombiano.

Entre a última sexta-feira e sábado, ocorreram 26 ataques nas regiões de Cauca e Valle, incluindo dois atentados com carros-bomba contra instalações militares em Cali e Palmira.

A explosão na Rodovia Pan-Americana, no sábado, no município de Cajibio, matou 20 pessoas, feriu ao menos 48, incluindo cinco menores, e destruiu dezenas de veículos na rodovia que liga Popayán a Cali.

Petro afirmou que os ataques não foram obra exclusiva de grupos armados conhecidos, mas sim de uma rede mais ampla que ele chama de “Junta do Narcotráfico”.

A Procuradoria-Geral da República da Colômbia já havia declarado que não há “provas” da existência da suposta organização criminosa.

Equador

O presidente colombiano também pediu aos chefes das Forças Armadas que investigassem se os explosivos usados ​​no ataque de sábado vieram do Equador.

O comentário de Petro surge em um momento de crise nas relações com o Equador.

A tensão começou quando o país impôs tarifas sobre produtos colombianos, alegando o que chamou de falha da Colômbia em implementar medidas de segurança concretas e eficazes ao longo da fronteira compartilhada.

Bogotá respondeu à guerra tarifária argumentando que a medida visa proteger a indústria nacional.

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