Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2026

STF realiza programação que marca os três anos da trama golpista do 8/1

No dia 8 de janeiro, o STF promove 'Democracia Inabalada', relembrando os atos golpistas de 2023 com exposições, debates e documentários.

Sexta, 02 de Janeiro de 2026 às 19:43, por: CdB

Para marcar a data, a Suprema Corte realiza o dia da ‘Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer’.

Por Redação, com ACS – de Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) promove, no próximo dia 8 de janeiro, uma extensa programação para relembrar os atos golpistas de três anos atrás, quando alguns milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro – exigindo um golpe militar – invadiram e depredaram prédios dos poderes na capital da República.

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Tropa de elite do Exército Brasileiro, os chamados ‘kids pretos’ teriam sido mobilizados para o golpe fracassado em 8 de Janeiro

Para marcar a data, a Suprema Corte realiza o dia da ‘Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer’. O programa inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.

No início da tarde de 8 de janeiro haverá a abertura da exposição ‘8 de janeiro: Mãos da Reconstrução’, a ser exibida no Espaço do Servidor, no STF. Em seguida, será exibido o documentário ‘Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução’ no Museu do próprio tribunal.

 

‘Face visível’

A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF, e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo.

Ao lembrar os dois anos do 8 de janeiro, neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado.

— Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história — afirmou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.

 

Atos golpistas

Logo após o resultado da eleição ser divulgada em 30 de outubro de 2022, teve início um movimento pedindo um golpe militar para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo.

Houve fechamento de rodovias e acampamentos golpistas foram montados em frente aos quartéis em várias cidades do país.

Marcaram também a escalada de atos golpistas a implantação de uma bomba próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal (PF) após a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, também em Brasília.

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