Caiado, em seu discurso ao assumir a campanha, disse que tem mais experiência do que seu adversário no campo da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Por Redação – de São Paulo
Governador do Estado de Goiás, o médico Ronaldo Caiado assumiu, nesta segunda-feira, o posto de candidato do PSD à Presidência da República na eleição de outubro deste ano. Caiado disputava o cargo com o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Caiado, em seu discurso ao assumir a campanha, disse que tem mais experiência do que seu adversário no campo da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
— Caiado reforça que a legenda apostou num homem aprovado como gestor, com trabalho reconhecido nacionalmente, sobretudo, em áreas vitais como educação e a segurança — disse o governador paranaense Ratinho Jr.
Votação
A escolha de Caiado, que superou Leite na disputa dentro da legenda, teve sua candidatura oficializada nesta tarde, durante entrevista coletiva com o governador goiano na sede paulista do PSD.
Caiado, de 76 anos, está no segundo mandato como governador de Goiás, Estado pelo qual também foi senador e deputado. Disputou também a eleição presidencial de 1989, a primeira por votação direta após o regime militar, pelo antigo PSD, que não tem relação com a sigla atual, esta fundada em 2011.
Pesquisas de intenção de voto têm mostrado Caiado com um dígito baixo na preferência do eleitorado, bastante distante do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que devem, de acordo com os últimos levantamentos, polarizar a disputa.
Caso Master
O governador do Paraná, por sua vez, desistiu da campanha na quarta passada (25) por uma série de motivos, a começar pela pressão familiar. Ao longo da semana, emergiram versões diversas, do temor de uma derrota a rumores de respingos de apurações do caso Master sobre negócios no Paraná, passando pela necessidade de atrapalhar a candidatura de Sergio Moro (PL) ao governo local.
Caiado, desde o início, era visto como o nome natural para ocupar o cargo, pela experiência e pela ligação como vital setor do agronegócio no Centro-Oeste. Ele chegou a ser anunciado como o preferido do conselho político do PSD, segundo o ex-senador Jorge Bornhausen.
Leite não se deu por vencido e buscou apresentar-se como alternativa realmente de centro. Obteve apoio de alguns luminares econômicos associados ao antigo PSDB, partido ao qual o gaúcho foi filiado e pelo qual buscou disputar sem sucesso a Presidência em 2022.
Tarefa
Para alguns políticos do PSD, era tudo jogo de cena para fortalecer seu nome. De todo modo, o partido resolveu adiantar o processo e não deixá-lo para a data limite de 4 de abril, quando tanto Leite quanto Caiado têm de se desincompatibilizar por exigência legal para o pleito.
O futuro de Leite ainda é incerto. Ele poderá ser inclusive vice de Caiado, embora tenha sinalizado que não aceitaria isso. Para o Senado, o gaúcho lançará o deputado estadual Frederico Antunes como nome do PSD.
Caiado terá uma tarefa árdua até a convenção que decidirá a candidatura no meio do ano. A ideia de uma candidatura de centro pelo PSD fica esvaziada dado o perfil do governador, muito mais à direita.