O BRB ainda tenta viabilizar, até o próximo dia 29, o plano de socorro da instituição após operações fraudulentas com o conglomerado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Por Redação – de Brasília
Mesmo depois da renúncia, para concorrer a uma cadeira no Senado, a crise do Banco de Brasília (BRB) continua assombrando o ex-governador do Distrito Federal (DF) Ibaneis Rocha (MDB). Embora o rombo causado pela atuação do Banco Master não represente um risco à estabilidade do sistema financeiro brasileiro, segundo a área técnica do Banco Central (BC), a avaliação interna é que uma eventual quebra da instituição poderá provocar um grande impacto na economia do DF e, consequentemente, na campanha do político de ultradireita.

O BRB ainda tenta viabilizar, até o próximo dia 29, o plano de socorro da instituição após operações fraudulentas com o conglomerado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas esbarra na condição financeira do governo do Distrito Federal –acionista controlador do banco.
Relevância
A situação do BRB foi pauta no encontro da senadora Leila Barros (PDT-DF) e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, na véspera, quando ela enfatizou a importância do banco para o funcionamento da economia regional.
— O BRB não é apenas um banco, ele tem um papel central no pagamento dos servidores, no crédito imobiliário, no apoio a pequenos negócios, em programas sociais, enfim, no desenvolvimento econômico e social da nossa cidade. Reforcei ao presidente que qualquer solução precisa priorizar a proteção desses trabalhadores, a continuidade das operações e, é claro, a segurança e a estabilidade do banco — afirmou.
Segundo a senadora, Galípolo reconheceu a relevância institucional da instituição financeira e manifestou preocupação com a situação dos trabalhadores, mas sem chance para uma ajuda federal.