O movimento conta com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estaria disposto a atuar diretamente caso as negociações encontrem obstáculos dentro das legendas.
Por Redação – de Brasília
Líderes tanto do PT quanto do PSOL têm ampliado as conversas, ainda reservadas, com alvo na federação partidária que poderá acontecer, com foco nas próximas eleições. A articulação ocorre nos bastidores e envolve dirigentes de ambas as legendas, em um movimento que pode redesenhar o campo progressista, conforme apurou o canal norte-americano de TV CNN Brasil.

O movimento conta com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estaria disposto a atuar diretamente caso as negociações encontrem obstáculos dentro das legendas. Fontes ouvidas pela TV indicam que o presidente acompanha de perto o avanço das negociações. Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, o deputado licenciado Guilherme Boulos (PSOL-SP), é apontado como um dos principais defensores da iniciativa.
Internamente, no PSOL, o grupo liderado por ele, denominado ‘Revolução Solidária’, apoia a construção da federação com o PT. Já a corrente conhecida como ‘PSOL Popular’ é contrária à aliança.
Carteirinha
No lado petista, porém, também há controvérsias. Vice-presidente nacional do PT, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, fez duras críticas ao próprio partido em matéria publicada na última edição da revista ultraconservadora semanal ‘Veja’. Quaquá afirma que há setores internos empenhados em “transformar o PT num grande PSOL” e acusou a legenda de se afastar de suas bases populares.
— Respeito o PSOL, é um partido respeitável, mas tem gente querendo transformar o PT num grande PSOL, um partido de classe média. Daqui a pouco vão pedir para a gente apresentar a carteirinha da USP para se filiar ao PT — conclui o líder petista.