Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Senadores já planejam abrir uma vaga no STF para Rodrigo Pacheco

Senadores articulam apoio para Rodrigo Pacheco assumir vaga no STF após possível impeachment de Dias Toffoli. Entenda os desdobramentos.

Quinta, 12 de Fevereiro de 2026 às 19:30, por: CdB

Caso o plano conte com o apoio do Palácio do Planalto, haveria a rápida aprovação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o cargo aberto na Corte.

Por Redação – de Brasília

Enquanto o inquérito sobre os tentáculos do extinto Banco Master sobre os altos escalões da República ganha novos contornos com o acesso da Polícia Federal (PF) aos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o foco no Senado passa a ser, agora, a votação de um possível impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Uma vez deposto, abriria-se uma vaga para o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Senadores já planejam abrir uma vaga no STF para Rodrigo Pacheco | O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é provável candidato ao governo mineiro
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é provável candidato ao governo mineiro

Caso o plano conte com o apoio do Palácio do Planalto, haveria a rápida aprovação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o cargo aberto na Corte. A sondagem ao Planalto ocorre em um momento de fragilidade para o ministro, que já enfrenta um aditamento ao pedido de impeachment protocolado pelos senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).

 

Nomeação

O grupo alega crime de responsabilidade com base nas revelações do relatório da PF e na relação patrimonial da família do ministro com o Banco Master. Para o governo, por sua vez, a nomeação de Rodrigo Pacheco seria uma forma de pacificar a relação com o Legislativo, uma vez que Pacheco é visto como um nome de perfil conciliador e institucional, e viabilizar a aprovação do advogado-Geral da União, Jorge Messias, também indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já no Supremo, a movimentação é vista com muita cautela. Ministros que defendem Toffoli acreditam que o governo Lula estaria “lavando as mãos” e deixando a Corte enfrentar, sozinha, o tiroteio político. Presidente do Supremo, o ministro Edson Fachin, que tem pleno acesso ao dossiê da PF, ainda não se manifestou sobre o encaminhamento da suspeição.

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