Caso o plano conte com o apoio do Palácio do Planalto, haveria a rápida aprovação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o cargo aberto na Corte.
Por Redação – de Brasília
Enquanto o inquérito sobre os tentáculos do extinto Banco Master sobre os altos escalões da República ganha novos contornos com o acesso da Polícia Federal (PF) aos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o foco no Senado passa a ser, agora, a votação de um possível impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Uma vez deposto, abriria-se uma vaga para o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Caso o plano conte com o apoio do Palácio do Planalto, haveria a rápida aprovação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o cargo aberto na Corte. A sondagem ao Planalto ocorre em um momento de fragilidade para o ministro, que já enfrenta um aditamento ao pedido de impeachment protocolado pelos senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).
Nomeação
O grupo alega crime de responsabilidade com base nas revelações do relatório da PF e na relação patrimonial da família do ministro com o Banco Master. Para o governo, por sua vez, a nomeação de Rodrigo Pacheco seria uma forma de pacificar a relação com o Legislativo, uma vez que Pacheco é visto como um nome de perfil conciliador e institucional, e viabilizar a aprovação do advogado-Geral da União, Jorge Messias, também indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Já no Supremo, a movimentação é vista com muita cautela. Ministros que defendem Toffoli acreditam que o governo Lula estaria “lavando as mãos” e deixando a Corte enfrentar, sozinha, o tiroteio político. Presidente do Supremo, o ministro Edson Fachin, que tem pleno acesso ao dossiê da PF, ainda não se manifestou sobre o encaminhamento da suspeição.