Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Lula confirma visita oficial à Índia, logo depois do carnaval

O presidente Lula embarca para a Índia em visita de Estado, com compromissos que incluem reunião com Modi e participação em cúpula de IA.

Quinta, 12 de Fevereiro de 2026 às 19:23, por: CdB

Os compromissos de Lula incluirão uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; um banquete oferecido em sua homenagem pelo presidente indiano, Droupadi Murmu.

Por Redação – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sai da Avenida Marquês de Sapucaí, na próxima terça-feira de carnaval, e embarca para a Índia, em visita de Estado do dia 18 até o dia 22 de fevereiro. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Índia nesta quinta-feira, a ida de Lula ao país foi oficialmente confirmada pelo Itamaraty.

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Lula e Janja partirão para Nova Delhi, depois de homenagem na Marquês de Sapucaí

Os compromissos de Lula incluirão uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; um banquete oferecido em sua homenagem pelo presidente indiano, Droupadi Murmu, e a participação em uma cúpula sobre inteligência artificial nos dias 19 e 20 de fevereiro, segundo o comunicado do ministério indiano. Lula visitou a Índia pela última vez para a Cúpula do G20 em setembro de 2023.

A visita de Lula à Índia estava prevista desde o telefonema entre ele e Modi, na semana passada. Além da visita à Índia, Lula também tem agendado viagens à Coreia do Sul, neste mês, e à Alemanha, em abril; além de uma visita que deve ocorrer em março a Washington, quando Lula deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Comércio

O encontro entre o presidente brasileiro e o empresariado indiano tem sido acompanhado pelas indústrias daquele país do setor farmacêutico, que lançaram nesta manhã uma nova plataforma para organização das companhias que produzem no Brasil. A Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica Indiana (Abrifi) foi apresentada oficialmente nesta semana, na Embaixada da Índia.

O governo brasileiro foi representado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que classificou a Abrifi como uma oportunidade de aumento das relações econômicas Brasil-Índia. E o diretor legal e de regulação da Abrifi, Glauco Santos, disse que a expectativa desse setor industrial indiano é de movimentar cerca de US$ 80 bilhões dentro do Brasil, nos próximos anos.

 

Expectativa

A Associação, segundo Santos, poderá facilitar questões burocráticas e regulatórias, aumentando as produções entre os dois países.

— Estamos em contato também com o governo, com os ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e da Saúde, Alexandre Padilha, que têm nos ajudado nesse processo. A nossa expectativa é de aumentar a produção por aqui — afirmou o industrial.

Durante a cerimônia, o embaixador da Índia, Dinesh Bhatia, ressaltou que já existem grandes empresas indianas de saúde no Brasil. A Índia, segundo Bhatia, quer manter e aumentar seu peso na balança comercial brasileira, e a capacidade produtiva desse setor no país asiático pode ser um caminho para “aprofundar relações”.

 

Financiamento

Padilha, por sua vez, reforçou o impacto indiano no mercado de saúde brasileiro, dizendo que o país foi o que mais aumentou a exportação de produtos do setor – principalmente medicamentos, mas também Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e tecnologias de gestão em saúde – para o Brasil em 2025. Segundo Padilha, que integra a comitiva de Lula à Nova Delhi, na semana que vem, a agenda será focada em reuniões sobre comércio bilateral entre os países.

O ministro adiantou alguns objetivos do governo, como a negociação para importar tecnologias de hospitais inteligentes (que trabalham com sistemas de inteligência artificial) da Índia. De acordo com Padilha, um financiamento de R$ 1,4 bilhão pelo Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics, viabilizará o projeto.

— Esse financiamento constrói um hospital 100% inteligente desde o começo, e cria um ambiente para outros investimentos em 15 UTIs espalhadas em todas as regiões do país — concluiu o ministro.

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