Rio de Janeiro, 10 de Fevereiro de 2026

Motta crê que agenda fiscal precisará ser cuidada, em um quarto mandato

Hugo Motta acredita que a agenda fiscal será crucial no próximo mandato de Lula, destacando a suspensão de 'penduricalhos' ilegais no serviço público.

Terça, 10 de Fevereiro de 2026 às 19:49, por: CdB

Para uma platéia de empresários e banqueiros, Motta se disse favorável à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender o pagamento de “penduricalhos” ilegais no serviço público.

Por Redação – de Brasília

Presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de entrar na agenda fiscal em 2027 caso seja reeleito para um quarto mandato nas eleições de outubro deste ano. Em participação por videoconferência em seminário do banco BTG Pactual, realizado em São Paulo, Motta disse, ao mesmo tempo, que a questão fiscal não estará no centro do debate eleitoral que, em sua visão, estará focado em temas do dia a dia da população.

Motta crê que agenda fiscal precisará ser cuidada, em um quarto mandato | Hugo Motta fez as pazes com o Palácio do Planalto
Hugo Motta fez as pazes com o Palácio do Planalto

Motta disse também que a definição do relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala de trabalho 6×1 deve ocorrer na semana seguinte à do carnaval e que espera, em maio, mês que se inicia com o Dia do Trabalhador, votar a extinção do modelo de seis dias trabalhados para um dia de descanso.

 

Proposta

Para a mesma platéia de empresários e banqueiros, Motta se disse favorável à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender o pagamento de “penduricalhos” ilegais no serviço público.

— Com a mesma coerência de quem defende a reforma administrativa, nós estamos aqui para dizer que a decisão do ministro Dino foi feliz; que nós vamos fazer essa discussão e esse debate, porque é isso que a sociedade nos cobra — acrescentou Motta.0

O parlamentar afirmou ainda que a decisão de Dino “traz luz” a um tema importante e que “o Brasil precisa colocar o dedo nessa ferida”. Motta, no entanto, defendeu o reajuste aos servidores da Casa, aprovado na semana passada. Ele acredita que a medida foi justa e cumpriu os parâmetros usados para atualizar salários do Judiciário e Tribunal de Contas da União (TCU).

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