Agentes cumpriram cinco mandados de prisão de criminosos ligados ao caso, ocorrido em 2025. Até o momento, uma pessoa foi presa.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Uma operação em conjunto entre a Polícia Militar e a PM desencadeada na manhã desta quarta-feira na Vila Kosmos, Zona Norte do Rio, mira criminosos do Comando Vermelho (CV) ligados ao sequestro, tortura e assassinato de um jovem em 2025.

Os agentes cumpriram cinco mandados de prisão e outros sete de busca e apreensão. Até o momento, uma pessoa já foi presa. Agentes dizem ter sido recebidos a tiros. Não há informação sobre pessoas feridas.
A ação visa, ainda, criminosos do CV ligados a outros homicídios e a crimes, como tráfico de drogas. A operação foi baseada em investigações conduzidas pela 27ª DP (Vicente de Carvalho), que mira alvos na comunidade do Ipase, na Vila Kosmos. Há também ações dos agentes nas comunidades do Juramentinho e Trem.
A ação conta com policiais civis do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Também há agentes do Bope, a tropa de elite da PM, e de outras unidades especiais da corporação.
O que indicam as investigações
Segundo as investigações, o grupo “atua de forma violenta, prejudicando a rotina dos moradores, utilizando barricadas e coagindo a população a utilizar serviços ligados a facção criminosa”. Além disso, os criminosos estão envolvidos em disputas territoriais contra outras facções, principalmente na região de Irajá.
A operação também busca verificar informações sobre locais utilizados para guarda de armas e drogas, recuperação de veículos e de cargas roubadas.
Polícia investiga se ‘máfia do cigarro’ está por trás de sequestro e morte em Niterói
A Polícia Civil investiga se a chamada “máfia do cigarro” está por trás do sequestro seguido de morte de um jornaleiro que desapareceu há dois meses em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
O caso está sendo tratado como homicídio mesmo sem a localização do corpo devido às provas obtidas ao longo da investigação.
Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado devido à atuação de Eduardo Aguiar Ferreira, 24, no mercado de cigarros contrabandeados. Eduardo já havia sido preso em flagrante em 2023 com um carregamento roubado de cigarros. A Polícia Civil suspeita que ele atuava como intermediário na distribuição de produtos de origem ilícita.
Uma câmera de segurança flagrou quando Eduardo Aguiar Ferreira, 24, foi forçado por três homens a entrar em um carro.
Dias após o desaparecimento, o veículo usado no crime foi encontrado carbonizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, reforçando a linha de investigação que indica que houve sequestro seguido de homicídio. Dois homens foram presos preventivamente.
Duas semanas após o crime, Rafael Gonçalves Pacheco foi capturado em Del Castilho, Zona Norte do Rio. Já Thiago Brício Nogueira foi detido no fim de dezembro, também em Del Castilho. No momento da abordagem, ele tentou se esconder em um compartimento no teto do imóvel, segundo os agentes envolvidos na operação. O site Agenda do Poder não localizou a defesa dos suspeitos presos. O espaço segue aberto para manifestações.