Agentes atuam na busca por armas e drogas e no cumprimento de mandados de prisão contra foragidos da Justiça.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Militar fez, nesta quarta-feira, mais uma etapa da Operação Barricada Zero na região do Conjunto do Ipase, em Vila Kosmos, Zona Norte do Rio. Em outro ponto, militares de seis batalhões atuam na comunidade do Parque União, no Complexo da Maré. Durante as ações, houve troca de tiros entre policiais e criminosos.

No Ipase, agentes tem como foco a retirada de barricadas e outros obstáculos instalados em vias públicas para dificultar o acesso das forças de segurança. Além disso, eles atuam na busca por armas e drogas e no cumprimento de mandados de prisão contra foragidos da Justiça.
Já na Maré, atuam unidades do 16° BPM, 17° BPM, 4° BPM, 6° BPM e do Gesar. A operação tem como objetivo estabilizar o terreno para ação da Seop no entorno da comunidade. Até o momento, drogas foram apreendidas.
Por causa do confronto, moradores relataram momentos de tensão na região. O policiamento foi reforçado e as ações seguem em andamento.
Até a última atualização, não havia informações sobre feridos ou presos.
Impactos
Uma clínica da família que atende a região suspendeu completamente o funcionamento para a segurança de profissionais e usuários, informou a Secretaria Municipal de Saúde.
O Rio Ônibus informou que quatro linhas estão com seus itinerários desviados preventivamente, para garantir a segurança de rodoviários e passageiros, na Penha.
Linhas afetadas:
313 – Penha x Tiradentes
621 – Penha x Saens Peña
622 – Penha x Saens Peña
679 – Grotão x Méier
Fábrica clandestina de placas ligada ao Comando Vermelho
Uma fábrica clandestina de placas de veículos foi descoberta pela Polícia Militar durante uma operação realizada na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O local, segundo a PM, era operado por integrantes ligados ao Comando Vermelho e abastecia quadrilhas especializadas em clonagem de automóveis roubados, dificultando a fiscalização e o rastreamento por parte das autoridades.
A ação, conduzida por policiais do 14º BPM (Bangu), resultou na prisão de dois homens em flagrante e na apreensão de um vasto material usado na falsificação de identificações veiculares. A investigação teve início há cerca de um mês, após a apreensão de um carro circulando com placa clonada, o que levou os agentes a identificar o ponto de produção ilegal.
Maquinário e placas apreendidas
No imóvel usado como fábrica, os policiais encontraram 86 placas veiculares já prontas, além de duas máquinas industriais utilizadas para a fabricação e gravação dos caracteres, avaliadas em cerca de R$ 10 mil cada. Também foram apreendidos moldes de letras e números, sopradores térmicos e outras ferramentas, que serão submetidos à perícia.
De acordo com o comando do batalhão, os presos foram identificados como Nicolas Carvalho de Andrade e João Paulo de Araújo Silva. Eles são apontados como fornecedores de placas frias para quadrilhas que atuam na clonagem de veículos em diferentes pontos da Região Metropolitana do Rio.
Histórico criminal e investigação
Ainda segundo a Polícia Militar, os dois suspeitos somam ao menos sete passagens pela polícia, por crimes como estelionato, roubo e comércio ilegal de armas de fogo. O esquema criminoso permitia que veículos roubados circulassem com novas identificações, dificultando a localização e a recuperação dos automóveis.
Após a operação, os detidos e todo o material apreendido foram encaminhados à 34ª DP (Bangu), onde o caso foi registrado. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema em outras regiões do Estado.