Mostra reúne 18 painéis sobre a trajetória da intelectual e ativista e terá exibição de documentário seguida de debate no próximo dia 13.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Uma exposição sobre a trajetória da intelectual, professora e ativista Lélia Gonzalez entrou em cartaz na quinta no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), na Cinelândia, no Centro do Rio. A mostra faz parte das atividades do mês internacional da mulher e fica aberta ao público até a próxima sexta-feira, com entrada gratuita.

Intitulada Projeto Memória – Lélia Gonzalez: Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas, a exposição reúne 18 painéis com textos e imagens que retratam a vida acadêmica, política e pessoal da pensadora, considerada uma das pioneiras nos estudos sobre raça, gênero e classe no Brasil.
A iniciativa é promovida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-II), em parceria com o Centro Cultural Justiça Federal.
Programação
No encerramento da programação, na próxima sexta-feira, às 15h, será exibido um documentário com depoimentos de amigos, familiares e pesquisadores que abordam o pensamento e o legado de Lélia Gonzalez. Em seguida, haverá um debate com convidados.
Entre os participantes confirmados está o economista Rubens Rufino, filho de Lélia e organizador do projeto “Lélia Gonzalez Vive”. O encontro será mediado pelo juiz federal Carlos Adriano Miranda Bandeira, presidente da Comissão de Equidade Racial e de Gênero da Seção Judiciária do Rio.
Quem foi Lélia Gonzalez
Nascida em Belo Horizonte, Lélia Gonzalez (1935–1994) construiu grande parte de sua trajetória acadêmica e política em terras cariocas. Professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ela se destacou como pesquisadora e ativista do movimento negro e feminista.
Ao longo de sua carreira, desenvolveu reflexões pioneiras sobre racismo, sexismo e cultura brasileira, destacando o papel das mulheres negras na formação social do país. Entre suas contribuições está o conceito de “pretuguês”, que aponta a influência das línguas e culturas africanas na formação do português falado no Brasil.