Rio de Janeiro, 11 de Março de 2026

Operação prende delegado suspeito de elo com o Comando Vermelho

Fabrízio Romano, delegado federal, é preso por suspeita de vazamento de informações ao Comando Vermelho. A operação também prendeu ex-secretário Alessandro Pitombeira.

Segunda, 09 de Março de 2026 às 12:35, por: CdB

Fabrízio Romano foi alvo de ordem de prisão autorizada pelo STF; ex-secretário Alessandro Pitombeira também está preso e advogada é procurada.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira, o delegado federal Fabrizio Romano por suspeita de vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho (CV), no rastro da investigação contra o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, o TH Joias, e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes do Rio, também foi preso e uma advogada ainda é procurada.

Operação prende delegado suspeito de elo com o Comando Vermelho | Delegado Fabrizio Romano, preso em ação da PF
Delegado Fabrizio Romano, preso em ação da PF

A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de repassar informações sigilosas sobre operações policiais a integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.

Criminosos

Os investigados foram indiciados por crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal. As apurações indicam que dados relacionados à Operação Zargun, que tinha como alvo o ex-deputado estadual TH Joias, teriam sido vazados antes do cumprimento dos mandados judiciais.

De acordo com os investigadores, o suposto vazamento teria permitido que o então parlamentar reorganizasse seu entorno antes da ação policial. Na véspera da operação, ele teria deixado o imóvel onde morava, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste, com indícios de retirada apressada de objetos.

A PF afirma que as investigações apontam para a existência de uma possível rede de proteção institucional, com acesso a informações reservadas que teriam beneficiado integrantes da facção.

Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado.

Durante as investigações, o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, chegou a ser preso, mas não foi indiciado. Segundo a Polícia Federal, a Lei Orgânica da Magistratura prevê procedimento específico para responsabilização de magistrados.

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