Rio de Janeiro, 27 de Fevereiro de 2026

PF indicia Bacellar e TH Joias por suposto elo com facção

Polícia Federal investiga Rodrigo Bacellar e TH Joias por suposto tráfico de influência e ligação com o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Sexta, 27 de Fevereiro de 2026 às 12:48, por: CdB

Inquérito enviado ao STF aponta organização criminosa, obstrução de investigação e tráfico de influência envolvendo política e Judiciário fluminense.

Por Redação, com CartaCapital – de Brasília

A Polícia Federal concluiu o inquérito que apura a existência de um suposto esquema de tráfico de influência e interferência institucional no Rio de Janeiro e indiciou o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacellar (União Brasil), e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias.

PF indicia Bacellar e TH Joias por suposto elo com facção | Rodrigo Bacellar e TH Joias teriam ligação com o Comando Vermelho, segundo a PF
Rodrigo Bacellar e TH Joias teriam ligação com o Comando Vermelho, segundo a PF

O relatório final foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que deverá decidir sobre os próximos passos da investigação. Os indiciamentos incluem os crimes de organização criminosa, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e favorecimento pessoal.

Além de Bacellar e TH Joias, a PF também indiciou Flávia Judice, Jéssica Santos e Thárcio Salgado. Este último é apontado pelos investigadores como ex-assessor parlamentar. Segundo a apuração, ele teria atuado como operador financeiro em um contexto investigado de ligação com o Comando Vermelho.

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Macário Judice Neto, que chegou a ser preso durante as investigações, não foi formalmente indiciado. De acordo com a PF, a Lei Orgânica da Magistratura impede esse procedimento no âmbito policial. O caso dele deverá ser analisado pela Procuradoria-Geral da República.

A investigação reúne interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e telemático, imagens de câmeras de segurança e dados extraídos de aparelhos celulares. O material, segundo a PF, indicaria a existência de articulações entre agentes políticos e integrantes do Judiciário fluminense, além do uso de telefones registrados em nome de terceiros para ocultar comunicações.

Documentos

Também foram citados documentos apreendidos no gabinete de Bacellar, com pedidos de congressistas, além de indícios de manobras para ocultação de movimentações financeiras e possíveis tentativas de manipulação da máquina pública para fins eleitorais e pessoais.

Em nota, a defesa de Rodrigo Bacellar afirmou que não há elementos probatórios que sustentem a imputação de irregularidades ao deputado e classificou o indiciamento como arbitrário. TH Joias ainda não comentou.

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