Rio de Janeiro, 26 de Fevereiro de 2026

Operação conjunta prende bicheiro Adilsinho no Rio

Adilsinho, líder do jogo do bicho e maior distribuidor de cigarros falsificados, é preso em Cabo Frio. Ação conjunta da PF e PCERJ desmantela organização criminosa.

Quinta, 26 de Fevereiro de 2026 às 12:19, por: CdB

Além de integrar a cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do Estado.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O banqueiro do jogo de bicho do Rio de Janeiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi preso nesta quinta-feira por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (Ficco-RJ) e da Polícia Civil do estado (PCERJ). A ação também contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF).

Operação conjunta prende bicheiro Adilsinho no Rio | Preso estava foragido e foi encontrado em Cabo Frio
Preso estava foragido e foi encontrado em Cabo Frio

Além de integrar a cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do Estado, e estava foragido da Justiça Federal e era procurado pela Justiça estadual.

O bicheiro também é apontado como mandante de homicídios. 

A Polícia Civil informou, em nota, que a atividade criminosa com cigarros “está ligada a organizações armadas e com atuação transnacional, marcada pela imposição de violência e domínio territorial”.

Segundo a Polícia Civil, a prisão do bicheiro em sua casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos, foi possível “após um trabalho aprofundado de inteligência, análise de dados e monitoramento, desenvolvido no âmbito da Ficco-RJ, que contou com o apoio do Serviço Aeropolicial, garantindo segurança e eficiência no cumprimento do mandado”.

“A ação visa desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo”, acrescentou a PF.

A prisão

O secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, avaliou que a prisão demonstra a força do trabalho integrado e da inteligência policial.

– Essa prisão mostra que inteligência e integração dão resultado. A Polícia Civil, dentro da Ficco, atua de forma cirúrgica para atingir o topo das organizações criminosas, enfraquecer o poder econômico do crime e proteger a população. O Rio de Janeiro não será território seguro para o crime organizado – disse o secretário na nota divulgada pela PCERJ.

O bicheiro foi levado para a Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro, “para formalidades decorrentes da prisão e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado”.

A Ficco-RJ é uma força-tarefa permanente que reúne a Polícia Civil e a Polícia Federal, com foco na desarticulação de organizações criminosas estruturadas, por meio de ações integradas de inteligência e repressão qualificada.

Edições digital e impressa