Quadrilha movimentou R$ 30 milhões em cinco anos e contava com apoio de núcleo de SC, indicam investigações da Draco.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Rio prendeu, na manhã desta quarta-feira, sete suspeitos de integrar uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho (CV) especializada em explosão de caixas eletrônicos e roubos de casas de luxo.

A operação, conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) para cumprir 16 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão, ainda está em andamento.
As ações ocorrem no Rio e em Santa Catarina, onde ficam membros de um dos núcleos do grupo. As investigações indicam que a quadrilha movimentou R$ 30 milhões nos últimos cinco anos com o auxílio de contas de pessoas físicas e jurídicas usadas para dissimular a sua origem ilegal. Os agentes solicitaram bloqueio na Justiça desses valores.
Parte dessa quantia milionária foi movimentada por uma joalheria de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O estabelecimento também é investigado por ocultar valores relacionados ao tráfico de drogas no Complexo do Viradouro. Segundo as investigações, isso indica conexão entre os crimes patrimoniais e o financiamento do tráfico armado.
Além do bloqueio de valores, também foi requerido o bloqueio de bens móveis, imóveis e veículos de luxo vinculados aos investigados. Segundo a Draco, o objetivo é descapitalizar a organização e interromper seu fluxo financeiro. A operação mira, de forma simultânea, os núcleos operacional e financeiro do grupo criminoso.
Como agia o grupo
As investigações indicam uma organização interestadual, “com estrutura hierarquizada e divisão clara de funções”, diz a Polícia Civil.
O grupo contava com núcleo de liderança, setor operacional especializado no uso de maçarico industrial, núcleo de inteligência responsável pelo levantamento de alvos e até uma área especializada na logística financeira, para fazer a ocultação dos valores ilícitos com base em um esquema de lavagem de dinheiro.
O núcleo especializado nas ações de explosões de caixas eletrônicos se deslocavam de Santa Catarina para o Rio, onde recebiam apoio logístico do CV, indicam as investigações.
Segundo a Draco, o tráfico fornecia veículos roubados para fuga, maçaricos industriais usados nas explosões e até locais de esconderijo antes e depois dos crimes.