Rio de Janeiro, 25 de Fevereiro de 2026

Quadrilha ligada ao CV é presa após roubos e explosões

Sete suspeitos de quadrilha ligada ao CV são presos após movimentação de R$ 30 milhões em roubos e explosões de caixas eletrônicos. Investigações da Draco revelam conexões com tráfico.

Quarta, 25 de Fevereiro de 2026 às 12:58, por: CdB

Quadrilha movimentou R$ 30 milhões em cinco anos e contava com apoio de núcleo de SC, indicam investigações da Draco.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio prendeu, na manhã desta quarta-feira, sete suspeitos de integrar uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho (CV) especializada em explosão de caixas eletrônicos e roubos de casas de luxo.

Quadrilha ligada ao CV é presa após roubos e explosões | Presos suspeitos de explodir caixas eletrônicos e roubar carros de luxo
Presos suspeitos de explodir caixas eletrônicos e roubar carros de luxo

A operação, conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) para cumprir 16 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão, ainda está em andamento.

As ações ocorrem no Rio e em Santa Catarina, onde ficam membros de um dos núcleos do grupo. As investigações indicam que a quadrilha movimentou R$ 30 milhões nos últimos cinco anos com o auxílio de contas de pessoas físicas e jurídicas usadas para dissimular a sua origem ilegal. Os agentes solicitaram bloqueio na Justiça desses valores.

Parte dessa quantia milionária foi movimentada por uma joalheria de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O estabelecimento também é investigado por ocultar valores relacionados ao tráfico de drogas no Complexo do Viradouro. Segundo as investigações, isso indica conexão entre os crimes patrimoniais e o financiamento do tráfico armado.

Além do bloqueio de valores, também foi requerido o bloqueio de bens móveis, imóveis e veículos de luxo vinculados aos investigados. Segundo a Draco, o objetivo é descapitalizar a organização e interromper seu fluxo financeiro. A operação mira, de forma simultânea, os núcleos operacional e financeiro do grupo criminoso.

Como agia o grupo

As investigações indicam uma organização interestadual, “com estrutura hierarquizada e divisão clara de funções”, diz a Polícia Civil.

O grupo contava com núcleo de liderança, setor operacional especializado no uso de maçarico industrial, núcleo de inteligência responsável pelo levantamento de alvos e até uma área especializada na logística financeira, para fazer a ocultação dos valores ilícitos com base em um esquema de lavagem de dinheiro.

O núcleo especializado nas ações de explosões de caixas eletrônicos se deslocavam de Santa Catarina para o Rio, onde recebiam apoio logístico do CV, indicam as investigações.

Segundo a Draco, o tráfico fornecia veículos roubados para fuga, maçaricos industriais usados nas explosões e até locais de esconderijo antes e depois dos crimes.

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