Apontado como peça-chave do Comando Vermelho, Fábio Rezende do Nascimento foi capturado durante operação da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Fábio Rezende do Nascimento, o Leoncio, líder do Comando Vermelho (CV), foi preso durante uma operação da Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira. Ele é apontado como peça central em um esquema de roubo e negociação ilegal de veículos na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense.

A prisão ocorreu no endereço de Leoncio no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, durante mais uma fase da Operação Torniquete. Participaram da ação agentes da 57ª DP (Nilópolis), com apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Esquema
Segundo os agentes, Leoncio ocupava posição estratégica dentro da facção e atuava diretamente na organização das atividades criminosas. Ele coordenava desde o pagamento aos executores dos roubos até a destinação final dos veículos.
Após os roubos, o preso pagava imediatamente pelos carros levados ao Chapadão, organizava a retirada de rastreadores, como GPS, e supervisionava a clonagem dos automóveis.
A polícia aponta ainda que Leoncio intermediava negociações com seguradoras e empresas de proteção veicular para viabilizar a devolução dos veículos, prática conhecida como “resgate”. Segundo os investigadores, ele fazia a ligação direta entre os criminosos e essas associações, o que contribuía para manter o ciclo da atividade ilegal e fortalecer o financiamento da facção.
O esquema envolvia uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense.
Após a prisão, ele seguiu encaminhado pelos agentes até a Cidade da Polícia, na Zona Norte, onde prestará depoimento.
A prisão integra a segunda fase da Operação Torniquete, que tem como objetivo reprimir roubos, furtos e receptação de cargas e veículos, crimes que, segundo a Polícia Civil, sustentam financeiramente as facções criminosas e suas disputas territoriais.
Desde o início da operação, em setembro de 2024, mais de 900 pessoas foram presas. As ações também resultaram na recuperação de cargas e veículos avaliados em mais de R$ 52 milhões. Os pedidos de bloqueio de bens e valores já ultrapassam R$ 70 milhões, e as investigações seguem em andamento.