Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Light encontra mais de 6 mil ligações clandestinas de energia no Rio

Fiscalizações da concessionária resultaram em oito prisões em flagrante e 31 registros de ocorrência em ações realizadas na capital e na Baixada Fluminense.

Quarta, 05 de Agosto de 2026 às 14:52, por: CdB

Fiscalizações da concessionária resultaram em oito prisões em flagrante e 31 registros de ocorrência em ações realizadas na capital e na Baixada Fluminense.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Light identificou 6.271 irregularidades no consumo de energia elétrica durante o mês de julho em ações de fiscalização realizadas na capital e na Baixada Fluminense. As operações, realizadas com apoio da Polícia Civil e do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), terminaram em oito prisões em flagrante, 26 pessoas conduzidas para prestar esclarecimentos e 31 registros de ocorrência.

Rio tem mais de 6 mil casos de furto de energia identificados pela Light

As equipes encontraram fraudes tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais, como restaurantes, padarias e outros empreendimentos. Entre as irregularidades identificadas estavam ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”, e adulterações em sistemas de medição de energia.

As fiscalizações foram realizadas em diversos pontos da área de concessão da Light, com destaque para os bairros de Engenho da Rainha, Vigário Geral, Copacabana, Recreio dos Bandeirantes, Santa Cruz e Campo Grande, na capital, além dos municípios de Duque de Caxias e São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Segundo a concessionária, o furto de energia provoca prejuízos estimados em R$ 1,3 bilhão por ano. De acordo com a empresa, os recursos poderiam ser destinados à modernização da rede elétrica, ampliação dos investimentos e melhoria da qualidade do fornecimento.

No primeiro semestre de 2026, a Light informou ter regularizado mais de 153 mil ligações clandestinas em residências e comércios e recuperado 252 GWh de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 84 mil residências durante um ano.

A distribuidora afirma ainda que as ligações clandestinas sobrecarregam a rede elétrica, aumentam o risco de acidentes e comprometem o fornecimento para os consumidores que mantêm as contas em dia. Atualmente, segundo a empresa, a cada 100 clientes regulares, cerca de 36 praticam furto de energia.

A Light reforça que o furto de energia é crime e orienta que denúncias sobre ligações clandestinas ou furtos de cabos podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no telefone (21) 2253-1177, disponível 24 horas por dia.

Tolerância Zero

O Programa Tolerância Zero iniciou nesta quarta-feira uma nova fase de atuação na Zona Sul do Rio, com a ampliação das ações de fiscalização e ordenamento urbano para ruas do entorno da orla de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon.

Além da fiscalização já realizada no calçadão e na faixa de areia, as equipes passarão a atuar em importantes vias de acesso às praias, como as avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Rainha Elizabeth, em Copacabana; a Rua Prudente de Morais, em Ipanema; e a Avenida General San Martin, no Leblon.

A operação contará com cerca de 600 agentes municipais, além de equipes das forças de segurança do Governo do Estado mobilizadas por meio do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) e de policiais militares dos 19º (Copacabana) e 23º BPM (Leblon). As ações, de acordo com o planejamento, serão realizadas diariamente, em diferentes horários e pontos da região.

Segundo a prefeitura, o reforço tem como objetivo ampliar a segurança de moradores e visitantes durante o deslocamento até as praias, a permanência na orla e o retorno para casa. A operação também prevê o aumento do patrulhamento preventivo, das ações de ordenamento urbano e da fiscalização do trânsito.

A nova fase do programa também intensificará as abordagens a motocicletas que circulam irregularmente pela região. As blitzes, segundo o município, serão realizadas em diferentes locais e horários para identificar veículos em situação irregular e coibir o uso de motos na prática de crimes.

Lançado em julho, o Tolerância Zero foi criado como uma política permanente de ordenamento urbano na orla do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A iniciativa reúne órgãos municipais e estaduais e tem como foco, de acordo com a prefeitura, o combate à exploração irregular do espaço público e à atuação de organizações criminosas no comércio ambulante.

Na primeira etapa, as equipes passaram a atuar de forma permanente no calçadão e em outros pontos da orla. Segundo a prefeitura, mais de mil mercadorias e objetos sem comprovação de origem foram apreendidos desde o início da operação, incluindo alimentos e bebidas.

A segunda fase concentrou as ações no combate a depósitos clandestinos usados para armazenar e distribuir produtos destinados ao comércio irregular. Até o momento, cinco estabelecimentos foram interditados — três em Copacabana e dois no Leme. A prefeitura estima que os locais tinham potencial para gerar cerca de R$ 655 mil por mês para organizações criminosas.

Ataque

A ampliação do programa ocorre após episódios de violência registrados durante as primeiras semanas da operação. Uma viatura da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) foi alvo de um ataque com coquetel molotov em Copacabana, no dia 23 de julho.

As investigações contaram com o apoio de imagens e dados da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas Rio). Segundo a prefeitura, o sistema ajudou a reconstruir a dinâmica do ataque e a identificar os envolvidos.

A Polícia Civil informou que dois suspeitos foram presos por participação na ação. As investigações apontaram que o ataque teria sido organizado como represália às ações de ordenamento realizadas na orla.

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