Do total de policiais militares mortos desde janeiro, 21 estavam de folga, sete estavam em serviço e quatro eram inativos.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O número de policiais militares mortos em situações violentas no Estado do Rio de Janeiro chegou a 32 desde janeiro de 2026. O levantamento foi atualizado após as mortes de dois cabos que estavam de folga, em ocorrências registradas em menos de 48 horas, em Senador Camará, na Zona Oeste, e em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Dos 32 policiais mortos, 21 estavam de folga no momento dos crimes. Outros sete foram mortos enquanto estavam em serviço, enquanto quatro eram policiais militares inativos.
Os casos mais recentes envolvem o cabo José Luiz Porto Junior, de 42 anos, lotado no 14º BPM (Bangu), morto na madrugada de domingo, em Senador Camará, e o cabo Rayllan Machado Carino, de 36 anos, lotado no 1º BPM (São Gonçalo), baleado na tarde de segunda-feira, em São Gonçalo.
Folga
A distribuição dos casos mostra que a maior parte dos policiais militares mortos em situações violentas neste ano estava fora do serviço. São 21 mortes nessa condição, contra sete ocorridas durante o expediente policial.
Os outros quatro casos envolvem policiais militares inativos. Com a atualização provocada pelas duas mortes mais recentes, o total chegou a 32 vítimas no Estado do Rio.
Os dois episódios ocorreram em municípios diferentes e estão sendo investigados pelas autoridades responsáveis por cada ocorrência.
Caso de José Luiz Porto Junior.
José Luiz foi morto em Senador Camará durante uma abordagem na região conhecida como Orla do Viegas. Segundo as investigações, o policial, que estava de folga, abordou um grupo de pessoas que estaria consumindo drogas.
Durante a ação, um homem teria entrado em luta corporal com o PM e tomado a pistola do policial. José Luiz ainda teria tentado chegar ao carro para pegar uma segunda arma, mas foi atingido pelos disparos e morreu no local.
Um suspeito identificado como Allan Sérgio de Oliveira Meirelles foi preso em flagrante no mesmo bairro. A arma do policial também foi recuperada.
Caso de Rayllan Machado Carino.
Rayllan foi baleado na tarde de segunda-feira, próximo a um shopping no Centro de São Gonçalo. O cabo, que também estava de folga, foi socorrido por policiais do 1º BPM e levado ao Pronto-Socorro Central, no bairro Zé Garoto.
O policial não resistiu aos ferimentos. Os autores dos disparos fugiram após o crime.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-NIT/SG), que apura as circunstâncias do assassinato.
A Polícia Militar lamentou a morte do cabo Rayllan e de JosémLuiz. O sepultamento de José Luiz ocorreu no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. As informações sobre o enterro de Rayllan não haviam sido divulgadas.