Danilo Jander Francisco Alves, de 26 anos, foi atingido na cabeça durante uma abordagem do Segurança Presente em Icaraí, na noite do sábado.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O pizzaiolo Danilo Jander Francisco Alves, de 26 anos, continua internado em estado grave após ser baleado na cabeça durante uma abordagem policial em Icaraí, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O agente que atirou na vítima segue preso.

A atualização foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde no início da manhã desta terça-feira. Danilo está internado no Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca.
A família acompanha a recuperação do entregador e cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias do disparo. Para os familiares, a intenção do policial que efetuou o disparo, era matar Danilo. “Não teve nada de sem querer, não. Ele tentou matar meu filho mesmo”, disse o pai de Danilo, o educador físico Jander Luiz de Souza Alves, à imprensa, na porta do hospital na segunda-feira.
Câmeras de segurança registraram os segundos finais da abordagem que terminou com o disparo. As imagens indicam um intervalo de cerca de cinco segundos entre o momento em que um policial lança spray de pimenta contra Danilo e o disparo feito por outro agente.
No vídeo, o motociclista ainda tentou reduzir a velocidade ao chegar a um congestionamento. Na sequência, um dos policiais lança o spray em sua direção. Poucos segundos depois, o outro agente efetua o disparo, atingindo Danilo na cabeça.
Segundo o Segurança Presente, os policiais faziam patrulhamento em Icaraí quando tentaram abordar Danilo, que teria desobedecido a uma ordem de parada. Durante a ação, um dos agentes efetuou o disparo.
O policial apontado como responsável pelo tiro foi preso e encaminhado para uma unidade prisional da corporação. A Corregedoria da Polícia Militar acompanha o caso, e a corporação instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência.
A Polícia Civil investiga o caso. Segundo a instituição, testemunhas foram ouvidas e imagens das câmeras de segurança analisadas.
Policial morto
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o cabo Rayllan Machado Carino, de 36 anos, foi morto na tarde de segunda-feira, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Os bandidos atiraram no policial à queima-roupa logo depois de ele deixar uma academia na região.
Nas imagens, é possível ver um carro, modelo T-Cross marrom passando pela rua lateral do Partage Shopping, no Centro da cidade. Os ocupantes do veículo aguardam o policial atravessar a rua e, ao chegar na outra calçada, um deles sai rapidamente do carro e atira à queima-roupa contra Rayllan, que cai na hora.
O ataque ocorreu na Rua Presidente Kennedy, onde havia intenso movimento de pedestres, incluindo idosos e uma mulher com um carrinho de bebê, que correram para se proteger. Algumas pessoas entraram em lojas próximas, e duas chegaram a se deitar no chão durante os disparos. Uma loja localizada na calçada onde o crime ocorreu também teve a vitrine estilhaçada pelos tiros.
Rayllan foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro Central (PSC), no bairro Zé Garoto, mas já chegou morto à unidade, segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo.
As primeiras informações apontam que três homens armados participaram do ataque. Após os disparos, os suspeitos fugiram em direção à BR-101 (Rodovia Niterói-Manilha).
O assassinato aconteceu cerca de um ano depois de Rayllan sobreviver a uma tentativa de homicídio. Em setembro de 2025, o policial também foi baleado e precisou ser levado ao Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo.
Na ocasião, ele passou por cirurgia e recebeu alta posteriormente. Até o momento, não há informação oficial que estabeleça relação entre o atentado de 2025 e o assassinato desta segunda-feira.
Rayllan era lotado no 1º BPM (São Gonçalo). Em nota de pesar, a corporação lamentou a morte do policial.
“O 1º Batalhão de Polícia Militar, manifesta profundo pesar pelo falecimento do CB PM RAYLLAN, lotado nesta Unidade.
Neste momento de dor e consternação, o 1º BPM solidariza-se com seus familiares, amigos e irmãos de farda, rogando a Deus que conforte os corações e conceda força para superar esta perda irreparável.
Que sua dedicação, seu compromisso com a missão policial militar e sua trajetória permaneçam como legado entre aqueles que tiveram a honra de compartilhar sua caminhada. Descanse em paz, guerreiro”, diz a nota.
Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). A especializada busca identificar os responsáveis pelo ataque e esclarecer a motivação do crime.