Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

PM morre baleado em Senador Camará e polícia investiga roubo de arma

Segundo moradores, criminoso conseguiu desarmar o policial militar e efetuou quatro disparos antes de fugir do local.

Segunda, 14 de Setembro de 2026 às 13:35, por: CdB

Segundo moradores, criminoso conseguiu desarmar o policial militar e efetuou quatro disparos antes de fugir do local.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O policial militar José Luiz Porto Júnior foi morto a tiros na manhã de domingo, na Rua Mucurupu, em Senador Camará, na região de Bangu, Zona Oeste do Rio. Segundo relatos de moradores, o criminoso conseguiu tomar a arma do PM durante uma abordagem e, em seguida, efetuou disparos contra a vítima.

PM é morto a tiros após ter arma tomada por criminoso em Senador Camará, na região de Bangu, Zona Oeste do Rio

A PM informou que o policial foi encontrado já sem vida, com ferimento provocado por disparo de arma de fogo. Uma equipe do 14º BPM foi acionada para verificar a ocorrência. O Corpo de Bombeiros também esteve no local.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e ficará responsável pela investigação das circunstâncias da morte. 

Testemunhas que estavam nas proximidades relataram que a ação ocorreu rapidamente. Um dos moradores afirmou que presenciou o crime a menos de cinco metros de distância. Áudios com relatos sobre o assassinato começaram a circular em grupos de mensagens da região depois dos disparos.

De acordo com a versão apresentada por essas mensagens, o suspeito estava nas proximidades antes de se aproximar do policial. Em determinado momento, quando o PM entrou em um carro, o homem teria avançado sobre ele e conseguido tomar sua arma.

Ainda segundo o relato, depois de ser desarmado, o policial tentou alcançar uma segunda pistola que estaria no interior do veículo, ao seu lado. O criminoso teria reagido imediatamente e efetuado quatro disparos.

A testemunha afirma que o PM foi atingido em diferentes partes do corpo, incluindo pescoço e rosto. A quantidade de tiros e os locais atingidos ainda e a versão da morte apresentada pelos moradores ainda precisam ser confirmados oficialmente pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Entregador

O entregador de aplicativo Danilo Jander Francisco Alves, de 26 anos, está internado em estado grave após ser baleado na cabeça durante uma abordagem policial na Rua Mariz e Barros, em Icaraí, Niterói, na noite de sábado. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, onde permanece sob cuidados médicos.

Inicialmente, a assessoria do Segurança Presente informou que Danilo não havia resistido aos ferimentos e tinha morrido. Posteriormente, o Hospital Estadual Azevedo Lima esclareceu que o paciente está internado em estado de saúde grave. O policial apontado como responsável pelo disparo foi preso e o caso é investigado pela Polícia Civil.

Em depoimento, um dos policiais afirmou que fazia patrulhamento com um colega quando os agentes avistaram Danilo conduzindo uma motocicleta. Segundo o relato, o entregador teria avançado o sinal vermelho, trafegado em alta velocidade e empinado a moto.

Os policiais passaram a segui-lo. O trânsito fez com que Danilo parasse e, de acordo com um dos agentes, foi utilizado spray de pimenta contra o motociclista durante a abordagem.

Segundo a versão apresentada pelo policial, Danilo teria levado a mão em direção à cintura. O agente afirmou que sacou a arma e, no momento em que desembarcava da motocicleta, houve um disparo involuntário, que atingiu o entregador na cabeça. Após o tiro, Danilo foi revistado. De acordo com o depoimento de um dos policiais, nenhum objeto ilícito foi encontrado com ele.

Uma testemunha apresentou uma versão diferente. Segundo seu relato, os policiais cercaram a motocicleta e Danilo parou e levantou as mãos. Um dos agentes teria usado spray de pimenta contra o entregador e, quase imediatamente, o outro efetuado o disparo.

A testemunha afirmou ainda não ter percebido qualquer atitude suspeita de Danilo antes do tiro. Segundo ela, os policiais utilizavam coletes do programa Segurança Presente.

A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Testemunhas foram ouvidas e imagens de câmeras de segurança foram analisadas.

As investigações prosseguem para esclarecer integralmente as circunstâncias da abordagem e a dinâmica do disparo. Os policiais envolvidos também relataram que houve aglomeração de pessoas e tensão no local. Segundo eles, foi necessário utilizar spray de pimenta para afastar populares que se aproximavam.

Agente foi preso

O Segurança Presente, por sua vez, disse que policiais do Niterói Presente realizavam patrulhamento em Icaraí quando fizeram um cerco ao motociclista, que, segundo o programa, havia desobedecido a uma ordem de parada. “Durante a ação, um dos policiais realizou um disparo”, informou o Segurança Presente.

A assessoria do programa chegou a informar inicialmente que o motociclista havia sido socorrido, mas não resistira. O Hospital Estadual Azevedo Lima, no entanto, informa que Danilo Jander Francisco Alves está internado em estado grave.

O Segurança Presente informou ainda que o militar responsável pelo disparo foi preso e conduzido à unidade prisional da corporação. A Corregedoria acompanha o caso, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações.

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