O crime ocorreu em janeiro de 2025, dentro da casa do casal, no bairro de Icaraí, em Niterói, região metropolitana do Rio.
Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro
O Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri de Niterói condenou, na terça-feira, Uilian Anderson Silva a 42 anos de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio de sua companheira, Elizabeth de Lima Mendonça.

O crime ocorreu em janeiro de 2025, dentro da casa do casal, no bairro de Icaraí, em Niterói, região metropolitana do Rio. Os jurados concluíram que Elizabeth foi morta por razões relacionadas à sua condição de mulher.
De acordo com a sentença, a vítima, de 46 anos, foi atacada ao manifestar a intenção de se separar após quase 20 anos de convivência. A Justiça considerou que o réu atacou a vítima com golpes de faca no pescoço e a deixou agonizando, sem prestar socorro. O laudo apontou lesões graves, incluindo ferimentos compatíveis com degolamento.
Vítima
Os jurados também reconheceram o emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima. Na sentença, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, que presidiu a sessão, destacou a brutalidade do crime e considerou que o ataque ocorreu quando a vítima estava desarmada e sem possibilidade de receber ajuda.
Além da pena privativa de liberdade, a sentença condenou o réu ao pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais à família da vítima.
Mulher trans
Uma mulher trans foragida da Justiça por roubo foi presa, na segunda-feira durante uma operação conjunta de agentes da 17ª DP (São Cristóvão), 28ª DP (Campinho) e 44ª DP (Inhaúma). Ela foi localizada na Avenida Bartolomeu de Gusmão, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio.
Segundo a Polícia Civil, informações de inteligência apontaram que ela estaria na região. Os agentes fizeram buscas e encontraram a procurada, que tinha mandado expedido pela Justiça de Goiás.
Após a confirmação da ordem judicial, a mulher foi levada para a delegacia.
A prisão ocorre uma semana depois de outra mulher trans ser presa pela 17ª DP. A unidade também investiga uma terceira mulher trans, que teve a prisão decretada pela Justiça por suspeita de envolvimento em crimes, mas continua foragida.
As prisões fazem parte das investigações realizadas pela distrital na região da Avenida Bartolomeu de Gusmão, conhecida pela presença de profissionais do sexo.