Segundo a corporação, a localidade atuava como ponto de receptação de produtos roubados em vias de grande fluxo de veículos, como a Linha Amarela.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Uma operação da Polícia Militar na manhã desta sexta-feira no Morro do 18, em Água Santa, Zona Norte do Rio, mira uma quadrilha especializada em roubos de cargas.

A incursão também visa coibir roubos de veículos nos principais acessos à localidade e a atuação do tráfico de drogas. Até o momento, não há registro de prisões ou apreensões.
Informações do setor de inteligência do 3º BPM (Méier), batalhão responsável pela operação, indica que a região recebe produtos roubados em vias de grande fluxo de veículos, como a Linha Amarela e a Avenida Amaro Cavalcante.
Durante buscas na parte alta da comunidade, agentes encontraram caixas de produtos roubados. Segundo a PM, isso indica que a região é usada como ponto de armazenamento desses materiais subtraídos nas ações.
Presença policial
Nesse momento, a PM faz patrulhamento, abordagens e incursões em pontos estratégicos da região. O objetivo também é ampliar a presença policial e coibir a atuação dos grupos criminosos.
Em nota, a corporação informa que as operações na região fazem parte de um “planejamento estratégico voltado para a redução dos índices criminais e para o aumento da sensação de segurança da população”. As ações de policiamento e inteligência devem continuar ao longo dos próximos dias.
Operação
A Polícia Militar realizou, na quinta-feira, uma operação na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, para combater roubos de cargas e de veículos nos acessos à comunidade. A ação foi conduzida por agentes do Bope. Houve registros de intensa troca de tiros.
Segundo a PM, a ação já foi encerrada e não houve registro de prisões ou apreensões. Durante a ação, moradores relataram momentos de tensão por causa de disparos ouvidos na região. Vídeos publicados nas redes sociais mostram um helicóptero sobrevoando a comunidade enquanto o som de tiros pode ser ouvido ao fundo.
Um morador que vive a cerca de 4 km da Vila Kennedy relatou que um projétil de fuzil caiu próximo ao portão de sua casa no momento em que sua filha chegava com o neto de apenas 6 meses.
Em uma publicação no X (antigo Twitter), uma usuária escreveu: “Só a UniRio pra me fazer passar por essas coisas. Do nada, uma rajada de tiro na Vila Kennedy que parecia ser do meu lado.” Outros comentários também mencionavam disparos na região da Metral. “Do nada, uma rajada de tiro na Vila Kennedy que parecia ser do meu lado”, relatou outra pessoa.
Serviços impactados
A operação também provocou reflexos em serviços públicos e na rotina de moradores. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), 16 unidades da região foram impactadas pela movimentação policial e precisaram fechar as portas.
Na área da saúde, uma unidade de Atenção Primária manteve apenas o atendimento interno, com suspensão temporária de atividades externas, como visitas domiciliares.
O trânsito também sofreu impactos na região. De acordo com o Centro de Operações (COR) da prefeitura, o acesso à Vila Kennedy e o retorno para o sentido Centro encontram-se fechados neste início de tarde.
O transporte público também teve alterações por conta da operação. A empresa Expresso Real informou que algumas linhas deixaram de atender a região por medida de segurança.
Linhas que foram afetadas:
112B (Central x Itaguaí)
441B (Central x Santa Sofia)
444B (Cabuçu x Central, via Km-32)
713B (Cabuçu x Coelho Neto)
712L (Santa Sofia x Coelho Neto)
442L (Itaguaí x Coelho Neto)
Segundo a empresa, os coletivos passaram a circular diretamente pelas pistas centrais da Avenida Brasil, sem entrar na localidade. De acordo com a PM, o policiamento segue reforçado na área.