Rio de Janeiro, 13 de Abril de 2026

PM do DF exclui cinco oficiais condenados por omissão no 8 de Janeiro

A Polícia Militar do DF expulsa cinco oficiais condenados por omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro, seguindo determinação do STF.

Segunda, 13 de Abril de 2026 às 12:55, por: CdB

Decisão cumpre determinação do STF após condenação definitiva de integrantes da cúpula da corporação.

Por Redação, com Agenda do Poder – de Brasília

A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) formalizou a expulsão de cinco oficiais que integravam a cúpula da corporação e foram condenados por omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A medida foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial do Distrito Federal e marca o desfecho administrativo de um processo que já havia resultado em condenações criminais.

PM do DF exclui cinco oficiais condenados por omissão no 8 de Janeiro | Atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023
Atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023

A exclusão dos militares atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na última semana, o magistrado reforçou que a perda do vínculo com a corporação ocorre de forma automática após condenação com trânsito em julgado, sem necessidade de novo julgamento na esfera administrativa.

Os expulsos

Entre os punidos está o ex-comandante-geral da PMDF, Fábio Augusto Vieira, além do ex-subcomandante-geral Klepter Rosa Gonçalves. Também foram atingidos pela medida os coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues e Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra.

Os cinco oficiais ocupavam posições estratégicas na estrutura da Polícia Militar do Distrito Federal à época dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, e foram responsabilizados por não adotarem medidas para impedir a escalada dos atos.

Os militares foram condenados em fevereiro a 16 anos de prisão. As penas incluem crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

A execução das penas começou em março, após decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou o início do cumprimento da condenação. Além da reclusão, os oficiais também foram responsabilizados pelo pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

Decisão judicial

A portaria que oficializa a expulsão reforça o entendimento do STF de que a condenação criminal definitiva implica, automaticamente, a exclusão do militar das fileiras da corporação. A orientação foi reiterada pelo ministro Alexandre de Moraes, ao esclarecer que não há necessidade de novos procedimentos internos para efetivar a medida.

A decisão encerra a trajetória dos oficiais na Polícia Militar e consolida as consequências administrativas decorrentes das condenações relacionadas aos episódios de 8 de janeiro.

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