Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

ONU alerta para recorde de ataques contra equipes humanitárias

O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, disse que a proliferação de drones armados baratos e adaptáveis em conflitos aumentou os riscos.

Quarta, 19 de Agosto de 2026 às 11:46, por: CdB

O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, disse que a proliferação de drones armados baratos e adaptáveis em conflitos aumentou os riscos.

Por Redação, com Reuters – de Genebra

Um número recorde de profissionais humanitários foi atacado no ano passado, em parte devido ao aumento no uso de drones armados, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, classificando a tendência como “chocante”.

Ao todo, 907 profissionais foram mortos, feridos ou sequestrados

Ao todo, 907 profissionais humanitários foram mortos, feridos ou sequestrados em 2025, contra 833 no ano anterior, de acordo com o Aid Worker Security Database. Desses 907, 350 foram mortos, uma leve queda em relação ao recorde de 387 registrado em 2024.

A Aid Worker Security é uma plataforma financiada pelo Canadá e Austrália que compila os principais incidentes de segurança que afetam profissionais humanitários.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o nível de violência é chocante e instou os países a respeitarem as regras da guerra e a responsabilizarem os perpetradores.

– Servir ao próximo tornou-se mais perigoso do que nunca – disse ele, antes das cerimônias da ONU planejadas para o Dia Mundial da Ajuda Humanitária, com bandeiras a meio mastro em Nova York e Genebra em homenagem às vítimas fatais.

O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, disse que a proliferação de drones armados baratos e adaptáveis em conflitos aumentou os riscos.

Em março, ataques com drones atingiram Goma, no leste da República Democrática do Congo, matando pelo menos três pessoas, incluindo um trabalhador humanitário francês, enquanto comboios de ajuda no Sudão e na Ucrânia foram atingidos repetidamente.

Gaza foi, de longe, o local mais mortal para os trabalhadores humanitários em 2025, com 186 vítimas fatais, segundo o banco de dados, seguida pelo Sudão.

A agência da ONU para refugiados palestinos relatou que pelo menos 393 funcionários foram mortos lá desde o início da guerra entre Israel e Gaza, em 7 de outubro de 2023.

Hamas

Israel, que está combatendo militantes do Hamas em Gaza, afirmou que não mede esforços para evitar todas as baixas entre civis.

O ex-chefe da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse no início deste ano que estava buscando formar um painel de alto nível para investigar as mortes de funcionários.

Bushra Khalidi, líder global de políticas humanitárias da Oxfam, pediu maior proteção para os profissionais de ajuda humanitária, afirmando: “Estamos testemunhando um ataque à própria ação humanitária.”

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