Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2026

Abbas cobra na ONU direito palestino de decidir o futuro

Para o líder da ANP, "salvar a Palestina é preservar seu território, sem anexação, sem ocupação militar".

Quinta, 24 de Setembro de 2026 às 13:21, por: CdB

Para o líder da ANP, “salvar a Palestina é preservar seu território, sem anexação, sem ocupação militar”.

Por Redação, com ANSA – de Nova York

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, defendeu, durante discurso na Assembleia Nacional das Nações Unidas, nesta quinta-feira, que nenhum Estado deve decidir sobre o futuro da Palestina, cabendo isso a seu povo.

Abbas discursou na ONU nesta quinta-feira

– Não deixaremos nossa terra, não permitiremos que ninguém decida nosso futuro por nós; seremos nós a decidir – afirmou Abbas, reforçando ser “impossível construir uma segurança duradoura sobre a ocupação de outro povo [israelense] e a negação de seus direitos legítimos”.

Para o líder da ANP, “salvar a Palestina é preservar seu território, sem anexação, sem ocupação militar”.

“Não aceitaremos que Israel decida por nós; eles não têm este direito”, frisou Abbas, citando ainda a necessidade da legitimação de dois Estados para que seu povo e a população israelense possam “viver em paz, lado a lado”.

– Buscamos um Estado palestino democrático que viva em paz com Israel. É possível? – questionou.

EUA

Abbas também cobrou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “honre os compromissos assumidos em setembro passado: impedir a anexação de terras palestinas e rejeitar qualquer tentativa de transferência forçada da população”.

– Saudamos o plano de 20 pontos do presidente Trump e o roteiro para a implementação da segunda fase do Conselho da Paz – disse ele, referindo-se ao plano de paz proposto pelo chefe de Estado norte-americano em 2025, que pretendia acabar com as agressões israelenses no enclave, retirar as forças de ocupação israelense da Faixa de Gaza e iniciar sua reconstrução.

– No entanto, infelizmente, não vimos nada disso se concretizar – lamentou o líder palestino. “Ataques letais continuam a ceifar vidas de homens, mulheres e crianças em Gaza após quase um ano”, acrescentou. 

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